A Austrália, país continente, é, por sua dimensão, um país de contrastes. Seus vinhedos provavelmente estão expostos ao clima mais quente de todas as regiões vinícolas do Novo Mundo. Mas ao mesmo tempo o país oferece-nos uma das viticulturas mais frias e extremas na região da Tasmânia.

Como o principal clima é bastante quente e seco, seus vinhedos são geralmente irrigados, o que faz com que o desenvolvimento das uvas seja geralmente muito estável e, consequentemente, seus vinhos tenham a tendência a manter uma homogeneidade a cada colheita. Mas como em outras regiões do Novo Mundo, os viticultores e enólogos australianos levam anos trabalhando na diferenciação de seus vinhos, procurando, a cada passo, uma diferenciação que lhes permita chegar a romper esses padrões.

Barossa, na Austrália Meridional, é uma das regiões produtoras de vinho mais antigas do país e se encontra entre as melhores do mundo. Conhecida mundialmente por sua Shiraz e por algumas bodegas de grande prestígio, foi povoada originalmente em 1842 por imigrantes europeus, conservando ainda, em seus povoados e cidades, essa lembrança do Velho Mundo.

O vinho tem sido um meio de vida em Barossa desde que os primeiros vinhedos, em meados do Século XIX começaram a transformar a paisagem da região. Durante décadas, a expansão vitícola da região foi constante e uniforme, mesmo que nem sempre com sucesso.

Mas o povo de Barossa tem sido fiel à sua tradição vitivinícola. E isso permite que, atualmente, muitas famílias mantenham seus vinhedos desde o princípio. Hoje em dia, Barossa é formada por mais de 550 famílias dedicadas ao cultivo do vinhedo, a maioria delas descendentes dos pioneiros viticultores da região, abastecendo mais de 170 bodegas.

Barossa é uma referência na Austrália. E soube encontrar o caminho para se conhecer melhor e buscar a diferenciação de seus vinhos desde o vinhedo. Aqui, os enólogos e viticultores procuram dotar seus vinhos com o caráter que a terra onde são cultivados imprime. São vinhos com uma personalidade que, sem dúvida, está em seu “terroir”. Em um país onde a qualidade não é discutível, mas a personalidade ocasionalmente cansa pela mesmice.

Há algo muito especial em Barossa. Uma força que une seu povo com a terra, na procura pela essência e pela origem. Lá eles se sentem mais do que viticultores. Mais do que bodegueiros. E esse é o caminho para alcançar a conexão com o terreno; com a natureza. Nada melhor que o cultivo do vinhedo e do vinho como interpretação do “terroir”, para manifestar essa aliança entre o homem e a natureza em uma região de viticultura tão extrema.

Nessa busca por identidade, em 2008 Barossa iniciou um projeto para avaliar as variações de estilo de vinho por suas diferentes sub-regiões. Com a junção de diferentes entidades, importantes cientistas, viticultores e críticos de vinhos, além dos enólogos mais importantes de Barossa. Foi possível realizar um estudo mais aprofundado dos solos e das particularidades dos microclimas, aproximando-se dos vinhedos, e de sua classificação e forma de cultivo.

Este trabalho possibilitou que os vinhos da região continuassem escalando novas posições. E, ao mesmo tempo, reforçassem uma identidade própria que já existia; de forma a se diferenciarem.

Texto: Alberto Pedrajo
Tradução: Paula Taibo

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/06/barossa-importancia-conhecimento/

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UM TOQUE ESPECIAL DA TOSCANA NO CORAÇÃO DE SÃO PAULO
Um dos cartões postais da Cidade, o Terraço Itália está sob o comando do chef Pasquale Mancini desde 2012. Para ele, criatividade e concentração são os principais temperos de sua cozinha.

Natural da Toscana, o italiano Pasquale Mancini desembarcou por aqui em 2012 para inovar o cardápio do tradicional Terraço Itália, um dos principais cartões postais de São Paulo. No entanto, carimbar o passaporte com destino ao Brasil não foi algo novo, pois ele já havia estado por aqui outras vezes, afinal casou-se com a brasileira Elizabeth Vasconcellos, seu braço direito na cozinha.

Aliás, um ano antes de aceitar o convite para fixar moradia em terras tropicais, Mancini fez uma pesquisa gastronômica pela capital paulista e descobriu que apesar de São Paulo ter cantinas e pizzarias espalhadas por todos os locais, na época ainda desconhecia a típica culinária italiana. “Tudo funciona de maneira rápida e automática, a comida é misturada e não é cultivado o hábito de apreciar aromas e sabores”, comenta. Porém, isso não o desestimulou e, quando recebeu o convite para agregar sua experiência a um dos restaurantes mais respeitados da cidade, aceitou o desafio.

Desde então, estabeleceu sua história com a cidade e a culinária local, e aprendeu durante essa temporada a manter uma aproximação com a cozinha mais fresca. Também manteve seu processo criativo latente, pois acredita que inovar faz parte da maturação e crescimento pessoal. “Os clientes que recebo no restaurante são a minha principal fonte de inspiração”, confessa. E preparar pratos de sua tradição toscana continua sendo um prazer, pois eles refletem sua verdadeira história.

Para o italiano, cada produto precisa ser escolhido e acrescentado ao prato de forma especial. “Não adianta apostar em uma receita e prepará-la com pressa, de maneira automática. É importante escolher cada ingrediente, afinal é a base que irá garantir o sabor final”, ensina. Mancini reforça que cada prato tem seu diferencial e um restaurante tem de ser lembrado pela comida que oferece. “A vista panorâmica que o Terraço Itália proporciona é deslumbrante, mas quero que as pessoas voltem pela comida e não apenas pelo visual”, diz.

Desde o início, sua proposta não era revolucionar o cardápio, e sim transformar os bastidores, mostrando como se faz de forma correta, escolhendo cada item e preparando tudo com um toque italiano.

“Cozinha é amor, não apenas técnica”, defende. E seu trabalho sempre foi o de despertar sentimentos: fazer com que cada integrante na cozinha entenda o porquê de um corte ser de uma maneira e não de outra, o momento exato de incluir um tempero, o período indicado para apurar um molho. “Nada feito de forma mecânica, é essencial criar uma identidade com o prato. Isso resulta em um cardápio mais saboroso e quem o degusta nota a diferença”, defende.

Para falar um pouco mais sobre este universo gastronômico, confira um bate papo descontraído com este chef que esbanja simpatia e carisma ao aceitar dividir suas histórias conosco.

Como despertou seu interesse pela gastronomia?
Foi consequência do meu primeiro trabalho. Ainda muito jovem fui trabalhar na trattoria do meu cunhado, no centro de Firenze (Itália). Vivendo em uma das cidades mais lindas e completas do mundo e vendo-os cozinhar, fui me apaixonando pela profissão.

Mais isso também teve alguma influência familiar, já começou na infância?
Também, sendo de uma família Toscana, vi sempre minha mãe e avós cozinharem com muito carinho para todos nós.

Qual lembrança guarda da infância em relação à culinária?
Talvez a recordação mais forte sejam os assados no forno a lenha de nossa casa.

Algum prato preparado por um ente querido, algum tempero especial?
Creio que o perfume do ragu preparado pela minha mãe; algo que sempre me fascinou.

Você gosta de escolher os ingredientes?
Para mim é fundamental visitar os mercados e conhecer novos produtos.

O que mais te encanta nos ingredientes brasileiros?
Hoje, no Brasil, a qualidade dos produtos melhorou muito, o que facilita o uso dos mesmos.

E com relação aos condimentos: o que não pode faltar?
Como na Itália, o azeite. Aqui ainda é visto como algo dispensável. Mas, ao contrário, ele pode garantir um sabor diferenciado ao prato, basta saber fazer uma boa escolha.

Poderia dar alguma dica de algum condimento que pode dar um toque especial, que poderia ser mais utilizado no dia a dia?
Eu creio que a base da cozinha mediterrânea é feita de ingredientes que deveriam ser usados sempre em qualquer ocasião.

O que não pode faltar em sua cozinha?
A paixão pelo que se faz.

Cozinhar realmente é um dom? Ou a técnica (a própria formação) interfere no resultado?
Não sei se é um dom, mas faz a diferença ter ou não ter. Sem dúvida, a técnica é importante, mas nada vale se não for acompanhada de uma boa dose de vocação e comprometimento.

Como transformar um prato em algo especial? Existe algum segredo para transformar até mesmo o trivial em algo marcante?
Com a paixão e o amor que colocamos na execução. A cozinha é feita de segredos. Mas a criatividade é um componente fundamental para essa transformação.

Você gosta de criar novas receitas, inovar… como isso acontece?
É importante criar novos pratos, pois faz parte da maturação e crescimento pessoal.

Quais são suas inspirações para cozinhar?
Os clientes que vêm ao restaurante são a minha maior inspiração.

O que mais gosta de preparar? Por quê? E para quem?
Os pratos da minha tradição toscana, pois refletem a minha história. E para quem é disposto a partilhar esta experiência comigo.

Qual o clima que domina a sua cozinha?
Não é o clima de escritório, mas de muita concentração.

Como é o seu dia a dia de Chef?
Prazeroso no ponto justo, com meu trabalho e a vida privada.

Comida precisa ter alma?
Comida deve ser feita com a alma de quem prepara, com certeza.

Qual segredo para colocar amor em um prato?
Não existe um segredo, deve vir de dentro, não se pode inventar.

O que tem aprendido nessa temporada no Brasil?
Sem dúvida, a aproximação com a cozinha mais fresca, ingredientes mais frescos.

O que mais gostou até o momento?
A curiosidade aguçada do brasileiro.

Papo de Cozinha:

VINHO COMBINA COM: Ocasiões especiais
BOA COMIDA PRECISA DE: Ingredientes de primeira
SUA PRINCIPAL ESPECIALIDADE: Releituras dos grandes clássicos
UM HOBBY: Viajar
QUAL PALAVRA TE DEFINE: Positividade
PARA SER UM CHEF CONSAGRADO É PRECISO: Muita dedicação, empenho e paixão pelo que se faz. É um trabalho árduo, mas extremamente prazeroso.

Texto: Simone Cunha

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/06/pasquale-mancini/

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A grande maioria conhece esta hortaliça de raiz, o crocante e levemente picante “Raphanus sativus”, como rabanete vermelho ou branco. Inusitado é topar com a variedade escura, o rabanete negro. Ou “radis noir”, como dizem na França, onde é bem mais explorado.

Não só pelo baixo teor calórico e alto de fibras e vitamina C: além de maior, mais forte e mais estaladiço que seus irmãos, ele agrega um atraente contraste na decoração dos pratos, geralmente saladas, sopas e lanches. É amplamente cultivado na Rússia, Turquia, Bélgica e Austrália.

Acompanha muito bem carnes, e também pode ser servido amassado, um petisco misturado com manteiga e sal. A arqueologia conta que o rabanete negro já era familiar aos gregos, romanos e egípcios. Aparece em hieróglifos do Templo do Karnak, e parece que fazia parte do menu dos operários de Quéops. Entre os orientais, no entanto, é mais consumido na forma de suco pelas suas propriedades terapêuticas: auxiliar a digestão, a função hepática e tratar afecções respiratórias.

Quando você achar por aí, fica a dica: misture com creme de leite fresco, sal, um pouquinho de pimenta-do-reino, e sirva como entrada crua. Bastante saboroso.

Texto: Spartaco Rodrigues

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/06/e-preto-no-branco/

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Aprenda a fazer uma prática e saborosa receita de Fusili com toscana picante, para harmonizar com nossa Seleção Mensal, Humberto Barberis Malbec Edición Limitada 2016.

Rendimento: 3-4 pessoas
Grau de dificuldade: médio

Ingredientes:

  • 160g de linguiça toscana sem pele e picada;
  • 50ml de vinho tinto seco;
  • Azeite extra virgem;
  • 200g de tomate sem pele;
  • 3 dentes de alho picados;
  • 2 pimentas dedo de moça picada;
  • 100r de cebola picada;
  • Alecrim fresco à gosto picado;
  • Radiccio fatiado à gosto;
  • 100gr de parmesão ralado
  • Sal e pimenta do reino

Preparo:

  • Em uma frigideira aqueça o azeite e doure a carne
  • Acrescente o alho, a pimenta e a cebola até dourar;
  • Coloque o alecrim e refogue;
  • Coloque o vinho tinto e deixe até secar, mexendo sempre;
  • Adicione o tomate e deixe cozinhar por 5 minutos;
  • Corrija os temperos e reserve;
  • Cozinhe a massa em água fervente e salgada até fica “al dente”;
  • Escorra e coloque na frigideira com o molho;
  • Acrescente o radicchio
  • Cozinhe e mexa por 2 minutos;
  • Acrescente o parmesão e mexa para incorporar ao molho;
  • Retire e distribua em pratos;
  • Coloque mais radicchio por cima e um fio de azeite;
  • Sirva em seguida

Clique aqui para comprar o vinho.

Receita: Chef João Belezia
Fotos: Flávia Vassel

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/06/fusili-com-toscana-picante-humberto-barberis-malbec-edicion-limitada-2016/

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De um lado, gente que busca modos alternativos de vida, acredita em compartilhamento, no mérito da comunidade e da sustentabilidade; de outro, um negócio que já movimenta bilhões de dólares, e aos poucos se insinua nas iniciativas brasileiras. É a economia colaborativa, ou coworking.

Uma bela solução em tempos de retração, principalmente para pequenos empreendedores, que podem iniciar algo gastando menos, reduzindo desperdícios e impostos, fazendo contatos e dividindo espaços, seja por meio de plataformas digitais ou ambientes físicos.

Há diversos modelos de cozinha cooperada. Um deles é o aluguel diário de cozinhas completas para chefs e cozinheiros amadores: o recinto recebe um fixo pela locação, faz a divulgação conjunta dos pratos, fornece as mesas, utensílios, e o empreendedor fica com os lucros do que vendeu, deduzindo-se o salário de possíveis funcionários e gastos com ingredientes.

Caso da “Cool Lab Store”, idealizada pela designer Caroline Makimoto. Proposta um tanto diferente, na linha do “antirrestaurante” e a favor da cozinha-caseira-efetiva. É aquela em que os clientes sentam todos em uma única longa mesa, o menu é orgânico, não há garçons nem contas. No final, cada um lava a sua louça e o custo da refeição fica em um quadro, pedindo que o freguês colabore com o valor que achar justo.

Aproveitando a alta do personal chef, e dos interessados em experiências gastronômicas sem sair de casa, a ferramenta on-line “Chefex” intermedia o trabalho do profissional das panelas com o cliente, destacando seu perfil e seus pratos.

Na “Sweetshop” de Higienópolis, São Paulo; confeiteiros autônomos pagam pelo uso da vitrine para comercializar seus doces prontos. Que passam previamente pela curadoria dos sócios do estabelecimento. Isso mostra que é possível divulgar o trabalho além das fronteiras das mídias sociais.

É a competitividade dando lugar ao espírito coletivo. A uma sociedade mais consciente e menos narcisista, sem abrir mão dos conceitos de sucesso, felicidade e prazer à mesa.

Texto: Spartaco Rodrigues

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/06/preparar-e-comer-fora-fora-da-caixa/

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Entre os ritmos típicos do período, capital maranhense vai apresentar diversas manifestações populares da sua cultura para visitantes

A cidade de São Luís, no Maranhão, espera receber 200 mil pessoas durante as festas juninas. Entre os ritmos típicos do período junino, a capital maranhense vai apresentar diversas manifestações populares da sua cultura para os visitantes. Em 2016, a movimentação econômica durante o período chegou a R$ 53 milhões.

Durante as festas, os turistas poderão conferir apresentações de bumba meu boi, tambor de crioula, cacuriá, dança do coco, bambaê de caixa, dança do lelê, dança portuguesa, do boiadeiro e as quadrilhas.

O bumba meu boi domina: são mais de 500 grupos em atuação na cidade com indumentárias, instrumentos e ritmos característicos. Em maio, começam os ensaios dos “bois”, manifestação tombada como Patrimônio Imaterial Brasileiro, e as apresentações que se estendem até o mês de julho nos diversos arraiais da ilha. O ponto alto é o batismo do boi, que ocorre na passagem do dia 23 para 24 de junho, dia de São João.

A confecção de instrumentos e indumentárias – repletos de penas de ema, fitas, bordados com miçangas, paetês e vidrilhos – é ofício que se aprende como alternativa de vida. 

Atualmente, 60 alunos são iniciados na confecção e no tocar do tambor de crioula, pandeirão, matraca, zabumba, caixas, entre outros instrumentos da cultura popular do Maranhão. “O objetivo é que eles saiam daqui em condições de se sustentar por meio da música, além de ajudarem a manter a tradição do bumba meu boi”, afirma mestre Madeira.

Passeio histórico

Os turistas podem aproveitar o período junino para conhecer a cidade, cujo centro histórico é Patrimônio Cultural da Humanidade. Em um passeio a pé é possível admirar os casarões ornados de azulejos portugueses, as igrejas, os palácios e ter contato com a cultura maranhense nos bares, alguns redutos do reggae e restaurantes ali localizados. Vale também uma visita aos barracões de Bumba meu Boi e um passeio pela orla.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

Fonte oficial: Portal Brasil Turismo

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EVENTOS

Em sua 21ª edição, evento reforça importância para o turismo local e garante taxa de ocupação de 90% nos hotéis do centro da cidade. Ministério do Turismo produziu guia com dicas para atender bem o turista LGBT

 Por Nayara Oliveira

21ª Parada do Orgulho LGBT. Crédito: Heloisa Ballarini/SecomSP

 

A capital paulista foi palco de um evento que já se tornou tradição em impulsionar o turismo na cidade. A 21ª Parada do Orgulho LGBT reuniu, de acordo com os organizadores, três milhões de pessoas neste domingo (18) e garantiu uma taxa de ocupação na rede hoteleira de 90% nos hotéis localizado na Avenida Paulista e no centro da cidade, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP). A estimativa é que essa ocupação tenha movimentado R$ 2,4 milhões por dia.

O evento, que já é um dos mais importantes do calendário da cidade, também movimenta outros setores. Pesquisa realizada pelo Observatório do Turismo mostrou que o gasto médio do turista cresceu 20% entre 2012 e 2016, passando de R$ 1.272,00 para R$ 1.502,91. O valor levou em conta despesas com hospedagem, alimentação, transporte e lazer.

“Os números referentes à Parada do Orgulho LGBT em São Paulo só comprovam que grandes eventos são fundamentais na atração de um número cada vez maior de turistas para nossos destinos, movimentando, assim, a economia. E pensando em atender cada vez melhor os diversos perfis de viajantes, o Ministério do Turismo lançou, no final de 2016, a cartilha Dicas para atender bem o turista LGBT”, comentou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Os turistas LGBT representam 10% dos viajantes no mundo e movimentam 15% do faturamento do setor. A cartilha, disponível nos formatos impresso e online, traz informações sobre legalidade, conceitos básicos e dicas de como atender bem. Entre os conceitos tratados no guia estão a diferença entre identidade de gênero, sexo biológico e orientação sexual.

Em março, a cartilha foi anunciada como uma das vencedoras do Oscar Gay 2017, concedido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). A Pasta também foi uma das vencedoras do Prêmio Direitos Humanos LGBT, que será entregue pela entidade ao Órgão durante a Semana da Diversidade, em setembro.

PARADA 2017 – Este ano, o tema da Parada foi o estado laico. O evento, realizado pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo, contou com 19 trios elétricos, shows de Daniela Mercury, Anitta e Naiara Azevedo, além de intervenções culturais promovidas pelo diretor artístico Heitor Werneck no início e durante a manifestação.

 

 

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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FESTEJOS JUNINOS

Cerca de 200 mil pessoas invadem os arraiais da cidade. Em 2016, a movimentação econômica durante os festejos chegou a R$ 53 milhões

 

 
Crédito: Embratur

São João é apenas um dos santos festejados na capital do Maranhão em junho. Durante os festejos juntam-se a ele Santo Antônio, São Pedro e São Marçal em uma das comemorações mais singulares da cultura brasileira. As manifestações populares ditam as regras com apresentações de bumba meu boi, tambor de crioula, cacuriá, dança do coco, bambaê de caixa, dança do lelê, dança portuguesa, dança do boiadeiro e as quadrilhas.

No entanto, entre os ritmos típicos do período junino, o bumba meu boi reina absoluto. São mais de 500 grupos em atuação na cidade com seus “sotaques”, indumentárias, instrumentos e ritmos característicos. Em maio, começam os ensaios dos “bois”, manifestação tombada como Patrimônio Imaterial Brasileiro, e as apresentações que se estendem até o mês de julho nos diversos arraiais da ilha. O ponto alto é o batismo do boi, que ocorre na passagem do dia 23 para 24 de junho, dia de São João.

No barracão do Boi da Floresta, fundado em 1972, a presidente Nadir Cruz tem muita história para contar. Sua trajetória de vida é bem parecida com a de muitos integrantes do grupo, jovens e adultos, para quem o bumba meu boi representa muito mais que uma agremiação festiva. Ali se constroem futuros melhores, com oportunidades de geração de renda, auferida com as apresentações, dentro e fora do Maranhão, e vendas de produtos.

A confecção de instrumentos e indumentárias – repletos de penas de ema, fitas, bordados com miçangas, paetês e vidrilhos – é ofício que se aprende como alternativa de vida.  “Já perdemos muitos jovens para o tráfico, por isso a importância do nosso projeto de atendimento a crianças e adolescentes que aqui aprendem também idiomas (inglês, espanhol e libras) e informática, além de produção de vestuário e acessórios para o boi”, conta Nadir.

Os bordados dos “couros” dos bois são uma atração à parte. É com eles que Marlene e Vitória, brincantes do Bumba Meu Boi da Maioba, conseguem, miçanga a miçanga, uma renda extra no fim do mês. Trabalho tem para o ano inteiro nesta agremiação que comemora 120 anos e chega a reunir 10 mil pessoas em suas apresentações. O jardineiro José Carlos Vieira também se beneficia dos festejos dando vida ao boi. Ele é o chamado “miolo”, aquele que fica dentro do “boi”, rodopiando sem parar.  Há 10 anos desempenha esse papel, aprendido com o pai. Além da verba pública, amealhada nos períodos juninos, a agremiação se sustenta com a venda de cd´s, camisetas e outros produtos com a marca Maioba”.


Mestre Madeira da  Oficina de Percussão. Crédito: Walquiria Henriques

Se os trajes dos bois enchem os olhos, os sons dos instrumentos encantam os ouvidos. É essa riqueza que o músico, bailarino e professor maranhense Ivan Madeira, do Grupo Cia de Cultura Popular Catarina Mina, transmite nas oficinas do projeto social que reúne crianças de 7 a 14 anos. Atualmente, 60 alunos são iniciados na confecção e no tocar do tambor de crioula, pandeirão, matraca, zabumba, caixas, entre outros instrumentos da cultura popular do Maranhão. “O objetivo é que eles saiam daqui em condições de se auto sustentarem por meio da música, além de ajudarem a manter a tradição do bumba meu boi”, afirma mestre Madeira, amante das artes e dos sotaques do boi.

O QUE FAZER EM SÃO LUÍS – Uma boa pedida é aproveitar o período junino para conhecer a cidade, cujo centro histórico é Patrimônio Cultural da Humanidade. Em um passeio a pé é possível admirar os casarões ornados de azulejos portugueses, igrejas, palácios e ter contato com a cultura maranhense nos bares, alguns redutos do reggae e restaurantes ali localizados. Vale também uma visita aos barracões de Bumba meu Boi, um passeio pela orla para curtir uma praia. Com tempo dá para dar uma esticada aos municípios de Raposa, colônia de pescadores que oferece passeios de barcos pelos manguezais, e São José de Ribamar, com suas praias e forte tradição religiosa.

GASTRONOMIA – O São João de São Luís é cheio de sabores principalmente com frutos do mar. São receitas comuns na mesa do maranhense e que encantam os turistas que visitam a cidade nesse período. Destacam-se o arroz de cuxá, torta de camarão, peixe frito, patinha de caranguejo, vatapá, bolo de tapioca, bolo de macaxeira, mingau de milho, milho cozido, milho assado na brasa, suco de bacuri, suco de cupuaçu, suco de murici, juçara com farinha d’água, entre outros.

SÃO LUÍS – São Luís é um dos cinco destinos selecionados para receber ações de promoção e divulgação do Ministério do Turismo. Por meio de edital de chamada pública, a pasta trabalha na transformação dos festejos juninos em um produto turístico com a cara do Brasil. Além do município maranhense, foram contempladas no edital Corumbá (MS), Campina Grande (PB), Bragança (PA) e Belo Horizonte (MG).

 

 

 

 

 

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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Feira de vinhos e produtos regionais vai reunir mais de 450 expositores e representantes da agricultura, indústria, comércio e serviços

Durante 11 dias, mais de 450 expositores da agricultura, indústria, comércio e prestadores de serviços, inclusive turísticos, se reunirão na 27ª edição da feira de Bento Gonçalves, a ExpoBento. Neste ano, o volume de negócios do evento está estimado em 40 milhões.

Desde 1990, o evento é referência para diversas feiras de negócios pelo Brasil e atrai visitantes de outras regiões, além de todo o Rio Grande do Sul. O Parque de Eventos de 58 mil m² de área coberta deverá receber até 200 mil pessoas durante os dias 8 a 18 de julho.

Enocultura

Conhecida como Capital Brasileira do Vinho, não poderia faltar espaço para que as vinícolas mais tradicionais da Região Uva e Vinho ofereçam aos visitantes possibilidades de degustação e compra.

“O enoturismo progride a passos largos e tem sido um alvo de buscas de turistas nacionais e internacionais. E o Ministério do Turismo tem trabalhado para fomentar esse segmento, como a oferta da nova linha de crédito do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) que poderá ajudar quem deseja melhorar seu empreendimento”, explicou o diretor do Departamento de Ordenamento do Turismo do ministério, Rogério Cóser.

Os visitantes vão degustar receitas típicas da região regadas ao vinho produzidos nas vinícolas do estado, como as cucas, pães, queijos, embutidos e outros produtos das colônias italianas e alemães.

Também haverá mostras de vestuários, calçados, acessórios e automóveis.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

Fonte oficial: Portal Brasil Turismo

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Cidades brasileiras colonizadas por japoneses mantêm tradições nipônicas e são consideradas destinos turísticos

Há 109 anos, imigrantes japoneses chegavam ao Brasil para trabalhar em lavouras de café no Estado de São Paulo. Desde então, as cidades que mais receberam orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. 

O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis – como são conhecidas as pessoas com origem japonesa – residam apenas nessas regiões. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte do País.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental.

O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

Cultura oriental na região Sul

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho.

A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da cidade. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do Brasil, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores.

A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado.

Cultivo

No outro extremo do País, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo.

Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

Fonte oficial: Portal Brasil Turismo

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