Aprenda a fazer uma prática e saborosa receita de Bruschetta de tomate e mozarela, para harmonizar com nossa Seleção Mensal, Il Badalisc Montepulciano 2016.

Rendimento: 2 porções
Grau de dificuldade: fácil

Ingredientes:
– 2 fatias de focaccia de 10x7cm cada
– 20g de manteiga sem sal
– 100g de tomate em cubos sem semente
– 80g de mozarela de búfala
– Manjericão fresco à gosto
– 2 dentes de alho
– Azeite
– sal

Montagem:
– Passe a manteiga nas fatias de focaccia e doure numa frigideira.
– Misture bem o tomate picado com manjericão, alho, azeite e sal.
– Coloque esta mistura sobre cada fatia de pão e as mozarelas por cima
– Leve para gratinar
– Sirva em seguida com mais manjericão fresco por cima

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Receita: Chef João Belezia
Fotos: Flávia Vassel

 

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/07/bruschetta-de-tomate-e-mozarela/

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Locomotiva Viagens. Lembramos ainda que o Locomotiva Viagens é um site jornalístico, que apenas divulga as promoções de passagens aéreas, ele não vende nenhum produto ou serviço. Você deve comprar na empresa de sua preferência, sempre observando as regras de cada passagem.

Para o chef ítalo-brasileiro Pier Paolo Picchi é possível preservar a tradição acrescentando novas experiências multissensoriais a cada prato

Foto: Tadeu Brunelli

Considerado um artesão da culinária italiana, o chef Pier Paolo Picchi prepara receitas apostando no lado contemporâneo para enriquecer o seu cardápio. Sua cozinha mescla ingredientes nacionais e importados, além de outros de sua própria autoria como o mascarpone, alguns embutidos, sorbet e gelatos. Para ele, essa é uma forma de fazer a tradicional cozinha italiana acrescentando novas experiências multissensoriais.

Seu talento tem reconhecimento internacional. Em meados de 2011, o chef venceu o Festival Girotonno da Italian Culinary Institute for Foreigner (ICIF), com a receita de atum acompanhado de espaguete de palmito pupunha. Já em outubro de 2015, seu restaurante Picchi foi o único italiano em São Paulo a ser citado na 9º edição ‘Guida di Identità Golose ai Ristoranti di Italia, Europa e Mondo’, publicação feita em Milão em que entram os melhores lugares do mundo. Além disso, também está presente no Guia Michelin Brasil de 2015 e 2016.

Na prática, o chef que adorava cozinhar com sua mãe e avó, consegue desenvolver receitas clássicas italianas aliadas à culinária moderna do novo século. E este é o conceito do Picchi, a casa de Pier Paolo Picchi, localizada nos Jardins, em São Paulo. O chef ítalo-brasileiro passou pelas melhores cozinhas de São Paulo, Itália e Espanha e uniu toda a sua experiência e conhecimento nesta nova tendência de fazer cozinha.

Devido à sua trajetória, aprendeu a valorizar a delicadeza dos produtos naturais, dando maior importância aos artesanais e respeitando a sazonalidade de cada alimento. Tal experiência permitiu-lhe desenvolver novas técnicas na gastronomia contemporânea e valorizar mais ainda a tradição de suas receitas. A seguir, é possível conferir um pouco mais de sua história com a gastronomia.

Como despertou o interesse pela gastronomia? Isso vem da infância, influência da família? Qual lembrança guarda da infância em relação à culinária?
Desde pequeno adorava cozinhar com minha mãe e avó. Nesta fase, aprendi a desenvolver as melhores receitas italianas com base na tradição familiar. Durante a adolescência, aos 17 anos, tive minha primeira experiência com a cozinha profissional, realizando estágio no restaurante paulistano Filomena, ao lado do famoso e conceituado chef Alex Atala.

Algum prato preparado por um ente querido, algum tempero especial?
Lembro muito da minha avó na cozinha. Ela usava muitos peixes, frutos do mar e, principalmente, ingredientes de sua horta. Recordo muito de tudo: tomate, cebola, cebolinha, muita matéria-prima de qualidade, ingredientes gostosos e frescos. O principal prato feito por ela é o Coelho à Caçadora.

Você gosta de escolher os ingredientes? O que mais te encanta nos ingredientes brasileiros? Poderia citar algum que não pode faltar em seu cardápio?
Sim, claro. Uso muito palmito, raízes, folhas como a da taioba, capim-santo, mandioca, mandioquinha.

E com relação aos condimentos: o que não pode faltar? Poderia dar alguma dica de algum condimento que pode dar um toque especial, que poderia ser mais utilizado no dia a dia?
Uso muito alho, alecrim, tomilho, manjericão, salsinha. E o principal, uso azeite em tudo. É essencial para mim.

Qual seu principal instrumento de trabalho: uma faca específica, um tipo de panela etc? O que não pode faltar em sua cozinha?
Minhas facas andam sempre comigo. Além disso, é imprescindível ter ótimas panelas; uso opções de aço, ferro, teflon, tábuas de corte, pinças etc.

Cozinhar realmente é um dom? Ou a técnica (a própria formação) interfere no resultado?
Os dois. A técnica interfere e a prática no dia a dia aprimora a experiência.

Como transformar um prato em algo especial? Existe algum segredo para transformar até mesmo o trivial em algo marcante?
Não existe segredo. O importante é respeitar sempre a matéria-prima, que transforma um produto simples em um prato especial.

Você gosta de criar novas receitas, inovar, como isso acontece? Quais são suas inspirações para cozinhar?
Sim, acontece espontaneamente. Gosto de olhar e procurar novos produtos. Muito importante testar sempre, diversas vezes, pois nem sempre dá certo na primeira tentativa.

O que mais gosta de preparar? Por quê? E para quem?
Tudo referente à gastronomia italiana. Meu maior prazer é cozinhar para meus clientes e sempre apresentar novidades, principalmente para os mais fiéis, que estão sempre no restaurante.

Tenho entrevistado muitos chefs que comentam que o paladar do brasileiro está mais apurado. Você concorda? Acha que o brasileiro está aprendendo a escolher um prato, harmonizá-lo com uma bebida… Evoluímos nesta questão?
Sim, evoluímos. Principalmente porque o brasileiro tem viajado cada vez mais para o exterior e lá existe este costume de harmonizar um prato com bebida há muito tempo. É um costume que tem sido bem aceito no Brasil.

Qual o clima que domina a sua cozinha? Como é o seu dia a dia de chef?
É um clima muito bom, com pessoas que gostam da convivência durante o trabalho, pois passamos muito tempo juntos. Apesar de ser um trabalho pesado, em um ambiente quente, o clima precisa ser o mais suave possível, por conta das longas horas de trabalho diário. Tudo está sempre muito organizado, limpo, pessoas em silêncio e concentradas.

Foto: Tadeu Brunelli

A culinária italiana é sua principal influência? É possível destacar algo neste tipo de gastronomia que ainda é pouco explorado no Brasil?
Sim, é minha principal influência. Não há algo pouco explorado, pois a gastronomia italiana é uma das que chegou no Brasil há mais tempo. E hoje já podem ser encontrados muitos produtos italianos aqui. O que diferencia um chef ou prato é a criatividade e o nível da receita.

São Paulo é uma cidade que aprecia muito a gastronomia italiana, mas respeitamos a tradição? Ou houve uma adaptação e denominamos “comida italiana” de forma equivocada? Qual sua avaliação sobre isso? Se houve esta adaptação, isso te incomoda?
Sim, mas não me incomoda. Como São Paulo é a capital da gastronomia, é possível encontrar os dois tipos: a verdadeira comida italiana e as adaptações. Apesar de todas serem válidas, a verdadeira comida italiana tem se sobressaído.

Pingue-Pongue

VINHO COMBINA COM: boa comida, boa conversa, presunto, charutos.
BOA COMIDA PRECISA DE: bons ingredientes
SUA PRINCIPAL ESPECIALIDADE: comida mediterrânea
UM HOBBY: cachorros, pesca, praia
QUAL PALAVRA TE DEFINE: perfeccionista
PARA SER UM CHEF CONSAGRADO É PRECISO: Muitos anos de umbigo no fogão

Texto: Simone Cunha

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/07/tradicao-com-um-toque-contemporaneo-chef-pier-paolo-picchi/

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Locomotiva Viagens. Lembramos ainda que o Locomotiva Viagens é um site jornalístico, que apenas divulga as promoções de passagens aéreas, ele não vende nenhum produto ou serviço. Você deve comprar na empresa de sua preferência, sempre observando as regras de cada passagem.

Em muitas ocasiões, quando descrevemos as particularidades da elaboração de alguns vinhos, é habitual o uso da palavra “maceração”. Mesmo sendo um termo muito utilizado, ocasionalmente pode nos levar ao erro, já que nem sempre tem o mesmo significado, mesmo quando utilizado em contextos parecidos. Hoje, portanto, vamos descrever, de uma maneira simples, os significados principais da palavra maceração. Quando falamos em fermentação de vinhos: pré-fermentativa, carbônica e pós-fermentativa.

MACERAÇÃO PRÉ-FERMENTADA
Seu objetivo principal é a obtenção de precursores aromáticos da uva. Essas moléculas que se encontram na pele ou na polpa, são, em uma explicação simplificada; as encarregadas por desenvolver os aromas primários frutados, característicos de cada variedade, durante a fermentação alcoólica. Esta maceração também colabora com a degradação da pele, o que facilitará, posteriormente, a extração dos taninos e antocianos, principalmente nas variedades tintas.

Esta técnica consiste fundamentalmente em manter a uva refrigerada, uma vez que é encubada em depósitos de fermentação ou dentro das prensas, onde pode permanecer algumas horas, no caso de vinhos brancos, até semanas, em alguns tintos. A uva, uma vez dentro do depósito ou da prensa, é refrigerada com temperaturas inferiores aos 10ºC.

Isso impede o desenvolvimento de leveduras, bactérias e outras alterações que possam afetar o mosto. Geralmente, são utilizados gases como o carbônico ou o nitrogênio para inertização, ou seja, para criar uma atmosfera protetora, impedindo o contato do mosto com o ar, durante a maceração. Nesse tempo, pode-se realizar leves remontados sem arejamento, para facilitar o contato das peles com o mosto.

Os resultados são quase sempre positivos, mas nem todas as uvas estão aptas a esta prática. Devemos conhecer profundamente a uva que vamos macerar, já que esta técnica não é seletiva e é capaz de extrair o que é bom e o que não é. Por exemplo, quando se aumenta os aromas vegetais em vindimas não maduras ou se potencializa o desenvolvimento de leveduras prejudiciais. Ou ainda, quando não se controla a uva em campo e há necessidade de um tratamento fitossanitário de última hora. Isso pode ficar aparente durante a maceração e, portanto, prejudicar o vinho.

MACERAÇÃO CARBÔNICA
A maceração carbônica é talvez uma das formas mais primitivas de se elaborar vinho. Trata-se de uma fermentação intracelular, cujo objetivo é a elaboração de vinhos mais frutados, leves e frescos. Consiste em um processo de fermentação no qual os cachos de uva são introduzidos inteiros nos depósitos. Uma vez preenchido o depósito, a atmosfera fica saturada de anidrido carbônico, e o próprio peso dos cachos da parte superior faz com que as uvas que estão mais abaixo se quebrem, liberando parcialmente o mosto que começará a fermentação alcoólica.

É aqui que se inicia a primeira fase da fermentação do mosto, que dá nome a este processo. Desta fermentação, libera-se o gás carbônico que desloca o oxigênio que há dentro do depósito. Na ausência dele, as leveduras passam de uma respiração aeróbica para anaeróbica, propiciando um ambiente idôneo para que cada uva inicie sua própria fermentação intracelular, dando início a várias reações químicas. A mais importante é a transformação do ácido málico em etanol e muitos compostos que dotarão o vinho de boa parte de seus aromas característicos.

É curioso ver como a formação do etanol não procede da fermentação das leveduras dos açúcares da polpa, como nas elaborações tradicionais, mas sim da degradação do ácido málico. Após essa primeira fase, as uvas começam a arrebentar em contato com as leveduras, produzindo leves remontados. Assim, areja-se o mosto e se induz a fermentação alcoólica, que termina rapidamente com os restos de açúcar do mosto.

MACERAÇÃO PÓS-FERMENTADA
Finalizada a fermentação alcoólica, geralmente realiza-se a desencubação, separando as peles do vinho fermentado e prensando as uvas já fermentadas, para esgotar o vinho de seu interior. Mas, ocasionalmente, opta-se por manter, durante um tempo extra, as peles em contato com o vinho já finalizado, dando lugar à maceração pós-fermentativa.

Isto é reservado aos melhores vinhos, àqueles de uvas extraordinárias, procurando-se continuar com a extração de antocianos e taninos melhorando a copigmentação e a estabilização dos vinhos de forma mais espontânea, graças ao contato com as peles da uva já fermentada.

Durante esta maceração, é conveniente deixar o depósito fechado e, na medida do possível, realizar a inertização, já que a existência de oxigênio provoca oxidações e pode chegar a produzir o “picado” (avinagrado) das cascas do vinho.

As peles têm tendência a flutuar. Em consequência do empurrão do gás carbônico dissolvido no vinho. Por isso, devem ser umedecidas com um ou dois remontados diários. A duração do remontado deve ser a mínima, para molhar completamente e evitar o deslocamento do próprio gás carbônico, pois, como já dissemos, isso colabora com a proteção.

Os polifenóis presentes nas cascas são extraídos mais facilmente nesta fase, graças à existência de álcool e à profunda degradação que já se produziu durante a fermentação da estrutura das mesmas. Isso pode durar dias e até se prolongar por meses, em casos excepcionais como os vinhos macerados.

Por fim, é bom lembrar que não podemos ser simplistas. Todos os vinhos passam, sim, pelo processo de maceração. Mas a fermentação e seus objetivos podem ser diferentes. Daí a necessidade de diferenciarmos cada tipo de maceração.

Texto: Alberto Pedrajo
Tradução: Paula Taibo

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/07/maceracao-da-uva/

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Há quem diga que elas são vilãs. Há quem as ache inofensivas. Outros são indiferentes e outros tantos as consideram indispensáveis. As farinhas de trigo – tanto a branca como a integral – vêm ganhando concorrentes que estão cada dia mais presentes nas cozinhas: são as farinhas conhecidas como funcionais, que derivam de cascas de frutas, grãos ou cereais triturados. Elas recebem este título pois têm a fama de ajudar a prevenir doenças, reforçar a imunidade e contribuir para regular o intestino. Além disso, estas farinhas podem ser usadas em diferentes preparos. Aqui, você conhecerá os tipos que existem e também duas receitas para sua utilização.

FARINHA DE FEIJÃO BRANCO
Fonte de fibras insolúveis e de faseolamina, proteína que diminui em 20% a absorção de carboidratos, agindo no controle do açúcar no sangue e na prevenção do diabetes. O alto teor de fibras também ajuda na redução das taxas de gorduras sanguíneas (colesterol e triglicerídeos).

FARINHA DE BANANA VERDE
Contém muito amido resistente, que não é digerido pelo organismo e, ao ser eliminado, carrega junto os açúcares e gorduras consumidos. Ao impedir a absorção do açúcar presente nos carboidratos, este amido evita um pico de glicose no sangue e o aumento da produção de insulina, a qual faz o organismo estocar a gordura que for produzida em excesso.

FARINHA DE COCO
Livre de glúten e hipoalergênica, seu teor de fibras é maior que o de qualquer outra farinha ou farelo, ultrapassando a linhaça com folga. Ajuda na saciedade, reduz o esvaziamento gástrico, melhora a função intestinal, regula o açúcar no sangue e os níveis de colesterol.

FARINHA DE BERINJELA
Rica em fibras, principalmente pectina, ela ajuda a controlar a fome e reduz a absorção de gorduras e carboidratos. Sua cor é roxa por conta da presença do resveratrol, um antioxidante também encontrado nas uvas e no vinho, que tem grandes benefícios para o coração.

FARINHA DE AMÊNDOAS
A amêndoa é excelente fonte de antioxidantes (polifenóis e outros flavonoides), que ajudam a proteger o organismo contra os radicais livres. Há diversos estudos comprovando o efeito positivo desta semente oleaginosa no aparelho cardiovascular, na prevenção do diabetes, amenizando sintomas de artrite e diminuindo o risco de Alzheimer.

FARINHA DE AMORA, UVA, JABOTICABA E AÇAÍ
Estas farinhas de frutos vermelhos contêm muita fibra, especialmente pectina, além de um arsenal de antioxidantes, que inclui o resveratrol e polifenóis.

A nutricionista Suzana Bonumá ensina duas receitas práticas para incluir uma farinha diferente no cardápio diário. Anote!

PÃO DE FARINHA DE COCO
Ingredientes:

3 ovos
2 colheres de sopa de óleo de coco
1 colher de sopa de mel
1 colher de cafezinho de sal
1/2 xícara de farinha de coco peneirada
1 colher de chá rasa de fermento químico

Preparo:
Preaqueça o forno a 180ºC. Forre uma forma para pão pequena com papel-manteiga e unte com óleo de coco ou manteiga. Misture a farinha de coco com o fermento e reserve.
Em uma vasilha, bata rapidamente os ovos com o óleo, o mel e o sal, usando um batedor de ovos até ficar uma mistura homogênea. Junte a farinha com o fermento e bata com o batedor de ovos novamente, até misturar bem. Coloque a massa na forma e leve ao forno para assar por uma hora.

SHAKE RED VELVET
Ingredientes:

200ml de suco de uva sem açúcar
1 colher de sopa de quinoa em flocos
2 colheres de sobremesa de farinha de amora
100ml de leite de arroz ou coco

Preparo:
Bata tudo no liquidificador
e sirva.

Texto: Simone Cunha

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/07/farinhas-inovando-receitas/

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Nesta nova coluna, dicas, curiosidades e experiências gastronômicas compiladas nas viagens que o chef Eugenio Lorainev vem fazendo pelo Brasil e pelo mundo. Bom passeio!

Nosso primeiro destino é a histórica cidade de Belém do Pará, que reserva muitas surpresas interessantes àqueles que têm apetite por novidades. E já vale começar com uma menção à Estação das Docas, ponto turístico badalado da cidade, que não pode deixar de ser visitado.

Antigo porto, o local foi reformado e revitalizado no início deste século e hoje comporta restaurantes típicos, uma cervejaria artesanal, docerias e sorveterias. É preciso mais de uma visita para conhecer – e degustar – tudo com calma.

E se tiver oportunidade de fazer um desses passeios à noite, não deixe de investir alguns minutos na visão noturna estonteante dos reflexos da lua salpicando as águas do Rio Guajará. Aliás, aproveite bem as noites, que são um pouco mais curtas em Belém. O sol desponta bem cedo e, para quem está de passagem, é bom aproveitar isso, pois ganha-se horas a mais para passear, curtir e provar os sabores da cidade.

VAMOS VER-O-PESO?
Para começar o dia – e ocupá-lo por um bom tempo – uma boa dica é o Mercado Ver-o-Peso, famoso cartão postal de Belém. O curioso nome vem do posto fiscal da Coroa Portuguesa que ali ficava. Para se obter os valores dos impostos das mercadorias, era obrigatório “ver o peso” do que entrava e saía do lugar.

Abrigado por uma estrutura de ferro trazida da Inglaterra e montada no cais no século XIX, o mercado é considerado a maior feira livre da América Latina. Um caldeirão de cores, aromas e sabores: tacacá, cupuaçu, bacaba, pupunha, tucumã, piquiá, peixes retirados na hora do Rio Amazonas, legumes típicos da região… Tudo com aquele jeitão e sabor locais que a gente sempre espera quando viaja.

Um dos maiores orgulhos dos nativos, inclusive, vem do fato da culinária paraense não ter sofrido influência africana nem portuguesa. Segundo eles, a cozinha local mantém suas origens nas técnicas indígenas de consumir os produtos fornecidos pela fauna e flora da Região Amazônica.

No Ver-o-Peso encontra-se de tudo: profusão de ofertas, de hospitalidade e carinho. A cada passo, alguém oferece uma iguaria, um quitute, uma bebida. A simpática Dona Gorete, proprietária do quiosque de mesmo nome, vende cachaças da região.

Pilequinho de manhã? E por que não, se você estiver a passeio? A de jambu pode ser uma boa pedida para iniciar os trabalhos, causando a curiosa e gostosa dormência na boca que você ainda irá encontrar outras vezes antes de voltar. Na sequência, vá de cupuaçu – ela tem tudo para se tornar uma das preferidas.

Mas atenção: as bebidas são tão gostosas, que você pode esquecer que são alcóolicas. Vá devagar nas degustações dos labirintos do Ver-o-Peso.

É também neste peculiar mercado que você vai se deparar com o que, para a maioria dos viajantes, é uma grande surpresa: o açaí-branco. Trata-se do fruto do açaizeiro, sim, mas numa variedade típica do norte do Brasil. Mais raro, mais caro e encontrado em poucos períodos do ano, em contraste com a variedade roxa, que nasce o ano todo, o açaí- branco ainda é desconhecido por muitos e desperta a curiosidade.

Além disso, os hábitos de consumir açaí que conhecemos são bem diferentes do padrão amazonense. Por lá, o açaí é principalmente consumido como refeição, bebido puro ou misturado com farinha de mandioca e/ ou tapioca, com ou sem açúcar, em diversos restaurantes, bares e até barraquinhas.

RESTAURANTE, CASTANHA E CERVEJA
Entre os restaurantes mais clássicos da cidade, vale bastante conhecer o Avenida. Um dos mais antigos da região, o local é puro aconchego e simpatia, principalmente por parte da proprietária e filha do fundador. Lá é possível provar – e se você pedir com jeitinho, até acompanhar o preparo – de um prato tão emblemático quanto o próprio restaurante: o famoso pato no tucupi. E diga-se, com toda a justiça, que a fama a ele delegada é mais do que merecida.

O pato é feito com chicória-do-pará, jambu, vinho branco e especiarias da região. E nele você sente, novamente, o prazer sensorial da dormência na boca durante a refeição. Para finalizar, uma boa sugestão é tomar um cafezinho. Mas não um qualquer: o Avenida conta com uma clássica Cafeteira Globinho, para deleite dos apaixonados por café e também para quem gosta de um pretinho bem feito.

Como você estará empolgado com as experiências gustativas, aproveite para experimentar a castanha-do-pará. A única e verdadeira, segundo os paraenses. Isso mesmo. Eles dizem que, se você foi a Belém e não experimentou castanha-do-pará, você não foi a Belém.

Ela pode ser consumida in natura e também em farinhas que complementam e até originam diversos pratos doces e salgados. Você vai descobrir por que a castanha-do-pará tem toda essa fama, chegando ao ponto de ser chamada também de castanha-do-brasil.

“Mas e as bebidas?”, você pode estar pensando. Bem, além das já citadas cachaças regionais, uma refrescante pedida para quem visita a capital do Pará é dar uma passada na Amazon Beer, a comentada cervejaria artesanal da Estação das Docas, pioneira em juntar elementos amazônicos à bebida. São oito rótulos de cervejas fabricadas ali mesmo, no bar, na frente do cliente, inspiradas em frutas e elementos da própria região.

A Stout Açaí, por exemplo, tem notas de sabores peculiares como café, toffee, malte torrado e chocolate, sem falar no açaí, claro, que ainda renova as energias. O bar também oferece excelentes opções para harmonizar com as cervejas, com petiscos como tábuas de queijos e frios diversos e pratos regionais à la carte.

E OS NOVOS SABORES NÃO PARAM POR AÍ
Ainda tem bacuri, sorvete, tacacá e muito mais. Estar em Belém é estar numa cidade que surpreende com sabores diferentes desde cedo. No café da manhã de alguns hotéis, é possível experimentar o suco de outra fruta regional, o bacuri, que tem sabor bastante intenso e leva a fama de ser benéfico à saúde: diz-se que a fruta, incluindo sua casca, tem propriedades anti-inflamatórias e ajuda no controle do colesterol. Se você gosta de sabores fortes, delicie-se.

Ainda na seara das experiências intensas, não pode faltar o tacacá. O que leva a fama de ser o melhor da cidade (e quiçá do estado do Pará) é o da Barraca da Dona Maria, na Avenida Nazaré (quem disse que o que é bom precisa ser chique ou ter nome pomposo?). A reputação precede a D. Maria: primeiro ela prepara o tucupi, um caldo bem temperado com sal, cebola, coentro e cebolinha.

Depois, coloca o caldo sobre a goma de tapioca, que é servida com camarão seco e folhas de jambu. A experiência é incrível e traz mais uma vez, a sensação única da boca adormecida até o final da refeição. De lamber os beiços, caso você seja capaz de sentir a própria língua.

Como sobremesa, recomenda-se “acordar” a boca com um bom sorvete. De preferência artesanal e com frutos e elementos regionais, como os da Sorveteria Cairu, que também fica nas Docas. Há quem diga que o ponto alto é o de cupuaçu com castanha-do-pará, mas os mais aficionados são categóricos em afirmar que se deve mesmo experimentar todos os sabores oferecidos na sorveteria.

AÇAÍ, AÇAÍ, AÇAÍ…
De volta ao açaí, que já permeou nosso artigo como açaí-branco e até como cerveja, é obrigatório reservarmos um espaço para… mais açaí, é claro. O açaí refeição, consumido no padrão único da região Norte. Para experimentá- lo como manda o figurino local, não deixe por menos: vá ao Point do Açaí – Unidade Boulevard.

Uma escolha interessante é o açaí como guarnição, junto com um peixe. Achou a combinação curiosa? Saiba que ela conta, inclusive, com um ritual: os garçons ficam ao lado da mesa, “assoprando” truques para você tirar o máximo da experiência. Um dos “pitacos”, é que se coloque um pouco de farinha d’água sobre o açaí e leve à boca junto com o peixe.

De início, a experiência pode parecer confusa pela quantidade de elementos querendo sobressair, mas não desanime. É surpreendente. A mistura entre terra e mar ao mesmo tempo, lutando pelo protagonismo na boca, acaba trazendo uma sensação de trégua, como se um novo e inesquecível sabor ganhasse lugar a partir da junção dos dois.

Com esta dica inusitada, fechamos o relato desta primeira gastroviagem com chave de ouro, ou melhor, de açaí. Até breve.

RECEITA:
O verdadeiro tacacá

INGREDIENTES
1 litro de tucupi
5 dentes de alho
1 maço de alfavaca
2 maços de chicória-do-pará
1 maço de jambu
500g de camarões secos e salgados com casca
1 xícara (chá) de goma de tapioca
3 dentes de alho
Gelo
Água

PREPARO DO TUCUPI
Em uma panela grande, ferva o tucupi com o alho, a chicória-do-pará e a alfavaca. Reserve. Em outra panela, ferva bastante água e acrescente sal suficiente para escaldar o jambu. Escorra e coloque-o em um recipiente com água e gelo. Reserve.
Dissolva a goma de tapioca em 1 xícara (chá) de água fria, coloque numa tigela e reserve. Limpe os camarões secos e lave-os em água gelada para dessalgar. Reserve.

PREPADO E MONTAGEM DO TACACÁ
Em uma terceira panela, coloque 2 litros de água, o sal, o alho e o outro maço de chicória-do-pará. Quando ferver, retire o alho e as folhas de chicória-do-pará. Acrescente a goma de tapioca dissolvida, batendo sem parar, para não formar grumos. Sirva em cuias como segue a tradição, na proporção de 1 xícara e meia (chá) de tucupi para meia xícara (chá) de goma, com as folhas de jambu e os camarões secos.

LOCAIS:
Alguns locais e endereços

Aqui, um resumo de dicas e locais interessantes que você pode conhecer em Belém.

• Mercado Ver-o-Peso: se tiver tempo, reserve dois dias para ele. Prove o máximo de receitas, frutas e especiarias que encontrar. Av. Castilhos França, s/nº.
• Catedral Metropolitana de Belém: palco do Círio de Nazaré, um dos maiores eventos religiosos do país. Praça Dom Pedro II, s/nº, Cidade Velha.
• Forte do Castelo de Belém: também conhecido como Forte do Presépio, construído em 1616 na baía do Rio Guajará.
• Restaurante Avenida: Av. Nazaré, 1086, Nazaré.
• Estação das Docas: Av. Boulevard Castilho, s /nº.
• Theatro da Paz: Rua da Paz, s/nº, Centro.
• Barraca da D. Maria: não ouse perder este tacacá. Av. Nazaré, 906.
• Sorveteria Cairu: deliciosos sorvetes na Estação das Docas.
• Amazon Beer: a cervejaria artesanal das Docas. Parada obrigatória para cervejeiros.
• Point do Açaí – Boulevard: Av. Boulevard Castilhos França, 744, Campina.
• Hotel Princesa Louçã: ótima opção de hospedagem. Av. Presidente Vargas, 882, Campina.

Texto: Eugenio Lorainvev

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/07/belem-pra-adormecer-a-boca/

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Antes da invenção dos refrigeradores, utilizava-se a defumação para preservar os alimentos. As espirais de fumaça subindo do fogão a lenha, impregnando linguiças, lombos e salames. Ainda se usa, só que muito mais para produzir um aroma distinto no presunto cru ou em outra iguaria.

O processo ganhou ares artesanais e expandiu as possibilidades gastronômicas, garantindo o leve sabor enfumado em frutos do mar, peixes, carnes e legumes. Principalmente através da chamada defumação a frio, que transfere a fumaça para a comida sem que ela seja aquecida.

Hoje, pistolas, caixas e fumeiros high-tech são as armas empunhadas pelos cozinheiros para atingir em cheio os paladares. Uma “Smoking Gun” dispara aromas de maçã, ervas e eucalipto, inocula a névoa fria em cápsulas que envolvem carpaccio de javali, saladas, polvo grelhado, tofu, brócolis e todos os ingredientes sensíveis, que não suportariam o método tradicional de cura.

No estrelado Mugaritz, da Espanha, o chef Andoni Luis Aduriz usa lascas de madeira de faia na câmara da sua pistola de fumaça. Para incutir lembranças campestres num bolo glaceado feito de biscoitos embebidos em rum e mousse de chocolate. Por sua vez, a chef do Bar D’Hôtel do Leblon; Lydia Gonzalez, defuma a goiabada cascão para o couvert com queijos. É a tecnologia do “onde há fumaça, há sabor”.

Texto: Spartaco Rodrigues

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/07/chef-smoking-gun/

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Crianças normalmente adoram batucar em panelas. Também pudera: dentro do armário há todo tipo de instrumentos musicais disfarçados de utensílios.

Tampas-tamborins, assadeiras-gongo, escumadeiras-baquetas, raladores-reco-recos. Uma banda completa. Quando os pequenos crescem, muitas vezes transformam a diversão em performance, homenagem e arte.

Inspirado no Mundial de 2014, o músico americano Dan Newbie compôs uma versão de “Aquarela do Brasil” utilizando taças, garrafas, talheres e outros itens.

Antes, ele já fora responsável por vídeos virais, interpretando os temas de “Super Mario Bros” e do badalado “Game of Thrones”. Criado em 2005, o grupo Opavivará participa ativamente do cenário nacional da arte contemporânea.

Uma de suas experiências de maior repercussão foi fazer percussão misturando sucatas e objetos de cozinha. Desde bules e frigideiras até espremedores de alho e tachos industriais.

O mesmo som reverberou em produtos coloridos de uma conhecida marca de utensílios domésticos, que lançou chaleira com fones de ouvido; assadeiras simulando disco de vinil e tábua de cozinha em forma de guitarra. Rock’n roll em alto e bom sabor.

Texto: Spartaco Rodrigues

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/07/stereo-surround-kitchen/

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No último ano, a valorização dos rótulos foi a maior do mercado, batendo os 20%.

De acordo com a imobiliária britânica Knight Frank, que anualmente divulga o índice Knight Frank Luxury Investment Index (KFLII). Avaliando o desempenho dos itens do mercado de luxo, vinhos raros foram o melhor investimento de 2016. Alcançando a rentabilidade de 24% e desbancando o tradicional mercado de carros, cuja rentabilidade no ano passado foi de apenas 9%.

Em outubro de 2016, durante um leilão da casa britânica Bonhams, uma caixa de vinhos Romanée-Conti de 1988 foi arrematada por 129 mil libras, o equivalente a 152 mil euros, o maior valor pago num leilão de vinhos no ano. Ainda nesse ano, o francês Pierre Bergé, cofundador da marca Yves Saint Laurent, leiloou cerca de 3 mil garrafas de vinho por um valor total estimado em mais de 7 milhões de euros.

Na última década, a valorização dos vinhos foi ainda mais expressiva, acumulando alta de 267%. Sendo os vinhos procedentes de vinhedos californianos os mais procurados – com preços subindo cerca de 440% nos últimos 10 anos – enquanto rótulos de regiões tradicionais, como Bordeaux, obtiveram alta de 150%.

No geral, o mercado de luxo cresceu 2% em 2016. Teve valorização de 171% na última década, graças ao bom desempenho acumulado dos carros. (9% no ano passado e acumulado de 457%); moedas (6% em 2016 e 195% na última década); relógios (4% e 66%, respectivamente); joias (1% e 133%) e diamantes coloridos (0,4% no último ano e 111% na década).

Texto: Ana Carolina de Carvalho Almeida

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/07/vinhos-raros-foram-o-melhor-investimento-de-2016/

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A Montepulciano é a terceira variedade da uva mais plantada da Itália, e a 2ª de uva tinta, depois da Sangiovese. Cerca de 50% da superfície dos vinhedos da região de Abruzzo estão plantados com essa variedade, que encontra ali as condições ideais para o cultivo, mas também se estende por outras regiões do centro da Itália, como Lazio, Marche, Molise, Puglia, Toscana e Úmbria.

De tamanho de cacho medianamente grande, caracteriza- se pela forma cônica. Sua pele é grossa e libera muitos pigmentos durante a fermentação. É uma variedade de grande vigor, que precisa de solos bem drenados e fertilidade média.

Está muito adaptada ao clima mediterrâneo, que favorece seu amadurecimento tardio. Normalmente produz vinhos muito agradáveis e fáceis de beber. De cor rubi profundo com reflexos púrpura, e corpo médio, com uma intensa carga de fruta; baixa acidez e taninos moderados.

Geralmente, o consumo desta varietal é destinado a vinhos jovens. Porém, cada vez mais produtores da região vêm apoiando-se em vinhedos velhos de baixa produção, elaborando fantásticos Montepulcianos para guarda.

São vinhos que demonstram suas aptidões após uma prolongada crianza em barril. E, posteriormente, em garrafa. Não devemos confundir este varietal com o famoso “Vino Nobile di Montepulciano”, vinho da Toscana produzido a partir da Sangiovese no município de Montepulciano.

Texto: Alberto Pedrajo
Tradução: Paula Taibo

 

Fonte oficial: http://revista.sociedadedamesa.com.br/2017/07/a-uva-montepulciano/

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SETOR

Brasília tem a terceira maior oferta de leitos do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro

 

 

 
Torre de TV é um dos atrativos da Capital. Crédito: Embratur

A capacidade de hospedagem nas capitais do Centro-Oeste deu um salto de 31% nos últimos cinco anos. A região, que abrigou duas sedes da Copa do Mundo (Cuiabá e Brasília), teve o número de leitos ampliado de 58,6 mil para 76,6 mil, segundo o censo da oferta de hospedagem divulgado hoje pelo Ministério do Turismo.

A região concentra 10,9% de toda a oferta hoteleira do país com 261,6 mil leitos disponíveis em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. Brasília, no comparativo com as demais capitais do país, tem a terceira maior oferta de leitos e, no Centro Oeste, o maior número de estabelecimentos, 279. Em seguida, aparece Goiânia, com 17 mil leitos em 174 meios de hospedagem. Campo Grande e Cuiabá têm respectivamente, 10,8 mil e 9,4 mil leitos de hotéis, pousadas, motéis, flats, albergues entre outros.

“Os dados indicam que houve um crescimento expressivo na oferta dos meios de hospedagem no Brasil com o ciclo de megaeventos. Além da abertura de novos hotéis, registramos a reforma e ampliação de estabelecimentos que já estavam em funcionamento”, destacou o ministro do Turismo, Marx Beltrão. “Esse é um legado que temos de trabalhar para movimentar a economia do país. Os hotéis e similares são tipos de estabelecimentos imprescindíveis para o desenvolvimento do turismo”, completou.

Cuiabá (MT), embora tenha ampliado o número de leitos, manteve, com 94 unidades, o mesmo patamar de número de empreendimentos de 2011, quando o IBGE realizou o primeiro levantamento a pedido do MTur. Em Brasília, o crescimento, em termos de quartos (UH) e número de leitos, foi motivado principalmente pela ampliação da capacidade instalada existente há cinco anos atrás, segundo o estudo.

BRASIL – O estudo, encomendado pelo Ministério do Turismo ao IBGE, mostra que o Brasil tem uma oferta de 31.299 meios de hospedagem, sem considerar o aluguel de imóveis por temporada ou casas de parentes e amigos. No total, o país está pronto para acomodar 2,4 milhões de pessoas simultaneamente nos quartos disponíveis. O levantamento revela que houve um crescimento de 71% na oferta de leitos nas capitais do Brasil de 2011 a 2016. De acordo com especialistas, o salto foi impulsionado pelo ciclo de megaeventos, com a Copa do Mundo e Olimpíada.

 

 

 

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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