O lindo bosque de Darney, no nordeste da França, alberga os carvalhos mais antigos e imponentes da Europa. De lá procedem os valiosos barris onde repousam, vindima após vindima, os melhores vinhos do planeta.

OS CARVALHOS SÃO TALHADOS QUANDO ALCANÇAM SUA MATURIDADE, A PARTIR DOS 180 ANOS DE IDADE

Uma vez cortado o carvalho, o responsável pela exploração da região
encarrega-se de medir, avaliar e estabelecer o preço do tronco.
É imprescindível marcar os nós, porque essa parte da madeira
não é aproveitada e seu valor deve ser descontado do total que
a tonelaria vai pagar. O metro cúbico de carvalho pode oscilar
entre 2.800 a 4.000 euros, dependendo de sua qualidade.
E com ele, é possível fabricar 9 a 10 barris.

A Arte do corte
A madeira de carvalho francês é muito especial. Devido à sua composição, recomenda-se cortá-la seguindo a trajetória dos rádios medulares para garantir a permeabilidade das aduelas (ripas). Isso obriga a descartar muita madeira e é uma das razões do custo final dos barris de carvalho francês ser muito maior do que outros tipos de carvalho, como o americano ou o da Europa do Leste, que está em voga há alguns anos.

Se o mundo da Enologia é um tanto enigmático para o público em geral, a seleção do tipo de madeira para a “crianza” dos vinhos é, segundo muitos enófilos, um dos mistérios mais insondáveis que existem. Hoje em dia sabemos que, mesmo que haja alternativas menos interessantes ou pitorescas (castanho, cerejeira, acácia ou pinheiro), não há nenhuma madeira melhor que o carvalho para que o vinho se equilibre, aumente sua longevidade e desabroche um leque muito maior de aromas e sabores.

Evidentemente há diferentes tipos de carvalho e nem todos servem para a “crianza” dos vinhos. Por suas características, os dois mais empregados em todo o mundo são o carvalho francês e o americano. Mas qual é a razão principal para se utilizar um ou outro?

A eterna pergunta feita pelos aficionados desde tempos imemoriais tem, a princípio, uma resposta rápida e contundente: o preço. É sabido que o carvalho francês é muito mais caro que o americano, e se forçarmos a memória, a maioria dos grandes vinhos do mundo repousam única ou parcialmente em carvalho galo, e isso inclui muitos dos melhores rótulos de norte a sul da América. Portanto, existem mais razões que justificam o prestígio do carvalho francês, e nada melhor que procurá-las onde germina a semente deste gigante de madeira: no coração do bosque.

Na França há cerca de 20 milhões de hectares de bosque de carvalho, dos quais 80% são privados e os outros 20% são administrados pela Office National de Forêts (ONF) que é responsável por proteger os recursos e manter a população florestal de modo sustentável. Os melhores bosques de carvalho de Quercus petraea ou Quercus robur, as duas principais espécies que crescem naquele solo, encontram-se no centro do país (Nevers, Allier, Troncais, Limousin) e ao nordeste, na região de Lorena, talvez a menos conhecida por enólogos e produtores, mesmo que, nos últimos tempos, empresas de toda a Europa (como a riojana Luis Alegre) tenham olhado para esse canto da França e trabalhado com as tonelarias locais.

Ali, aos pés dos Vosgos e muito perto de Borgonha, encontra-se o bosque de Darney, assentado sobre terrenos pobres e com condições climáticas que favorecem a qualidade do carvalho: invernos muito frios e verões secos com primaveras temperadas. Tudo isso, em conjunto, dota a madeira de uma riqueza aromática maior.

A medida exata
A administração florestal do lugar é como a do resto da
França e está anos luz de outros países europeus.
A exploração dos carvalhos é feita em regiões muito delimitadas
e de maneira metódica, com precisão milimétrica.
Somente 5% dos carvalhos, os de maior qualidade, são destinados
à elaboração de barris, enquanto o restante é convertido em papel.
Os melhores exemplares são cortados em plena maturidade a partir
dos 180 anos, quando ainda têm meio século de vida pela frente. Depois da talha e da correspondente transação econômica do exemplar em pleno bosque, o tronco é trasladado ao marceneiro para o corte e conversão em aduelas.

Ali também ele é secado ao ar livre, um processo importantíssimo, que dura entre 24 e 36 meses e serve para degradar o tanino e afinar a madeira. Se isso não acontece, o vinho sofre as consequências com uma excessiva potência tânica e um desagradável sabor de madeira sem cura. O trabalho que começa no bosque finaliza na tonelaria. Ali os mestres toneleiros finalizam os barris e prosseguem com os diferentes graus de tostado, ao gosto do cliente. Acaba assim um processo que dura perto de dois séculos, desde que surgem os primeiros brotos do carvalho, até que sua madeira passe a abrigar os melhores vinhos do mundo. Quem disse que isso não é uma vida plena?

Texto: Alex Calvo
Tradução: Paula Taibo
Fotos: Álvaro Fernandez Prieto

 

Fonte oficial: Sociedade da Mesa

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Pesquisa afirma que casais com relacionamentos duradouros compartilham preferências gustativas

Não é incomum que uma pessoa mude suas preferências
na hora de optar por um vinho. Descobertas de novas
regiões, sofisticação do paladar e mudanças de tendências
e mercados acabam afetando a escolha de um rótulo.
Porém, pesquisadores da Polônia e Alemanha,
em estudo publicado na revista científica Appetite
afirmaram que, além destas variáveis,
existe um outro motivo para que mudemos nossos
gostos ao longo dos anos: as preferências de nossos parceiros.

Analisando mais de 100 casais, cuja duração do relacionamento variava entre três meses e 45 anos, o estudo chegou à conclusão de que quanto maior o tempo de relacionamento, maiores as chances do casal compartilhar seus gostos.

O mais interessante, de acordo com os pesquisadores, é que os hábitos parecidos independem do grau de felicidade do casal – ou seja, casais mais ou menos felizes possuem mais ou menos o mesmo grau de similaridade na hora de escolher seus vinhos.

Isso porque a convivência maior, que se traduz em mais refeições compartilhadas, torna mais provável uma adaptação mútua em relação às preferencias do parceiro.

Numerosos estudos já haviam sido feitos para entender como se comportam os casais quando o assunto é alimentação, porém, nenhum outro havia priorizado o estudo do vinho nos hábitos comportamentais cotidianos.

Texto: Ana Carolina de Carvalho Almeida

 

Fonte oficial: Sociedade da Mesa

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Eventos

2º Catarinafest será realizado de 17 a 26 de agosto no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade

Bale da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil – Foto: Paulino Menezes

A partir desta sexta-feira (17), o brasiliense poderá conhecer o que há de mais representativo na cultura de Santa Catarina sem sair do Planalto Central. O Catarinafest é aquele caso em que o destino vai até você, trazendo a tradição das festividades realizadas originalmente em cidades como Blumenau, Pomerode e Joinville. A abertura da festa será com o consagrado balé da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, orgulho catarinense e a única localizada fora da Rússia.

Os dez dias de festa são dedicados a shows típicos, espetáculos de dança e à gastronomia catarinense, com sua mistura de nacionalidades que remontam à colonização da região, principalmente com influências italiana e alemã. Assim ocorrem concursos típicos da cultura do Sul do Brasil como de Lenhador, para testar a força dos homens; ver quem é bom de copo no Chopp em metro dentro da Mini Oktoberfest; e presença da rainha e princesa que receberam os títulos na Oktoberfest de Blumenau.

No campo dos espetáculos, além do joinvillense Bolshoi, está o Carnevale Di Veneza, que revive os bailes de máscaras em Nova Veneza, e o Carnaval de Joaçaba, este bem brasileiro com fantasias que relembram as festas de grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. “A proposta do conceito do evento é conduzir o público brasiliense aos encantos de Santa Catarina sem precisar de passagem aérea.  Ao entrar no CatarinaFest, a sensação é de contemplar a cultura da região trazida para o espaço”, comenta a idealizadora do projeto, Christiane Keiko Baba.

Serão dez dias com um verdadeiro contraste de cores, sons, sabores, atrações musicais, festas regionais, história, cultura, gastronomia, cervejas, vinhos, produtos coloniais, moda e artesanato. Quem quiser levar um pedaço de Santa Catarina para casa terá oportunidade de adquirir produtos de marcas catarinenses vindos direto da fábrica.

*Com informações da organização do Catarinafest 2ª edição.

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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DATA COMEMORATIVA

Além da tradicional festa de aniversário, a capital piauiense reúne muitos atrativos para quem visita a cidade o ano inteiro

Por Geraldo Gurgel

Ponte Estaiada de Teresina. Crédito: Maurício Pokemon

Grupos de dança e uma Orquestra Sinfônica estão entre as atrações culturais para quem visita a capital do Piauí nesta quinta-feira (16), dia em que Teresina chega aos seus 166 anos como primeira capital planejada no Brasil e única do Nordeste onde o visitante não encontra praia. Teresina é banhada pelos rios Parnaíba e Poti e tem no Complexo Turístico Mirante Ponte Estaiada um conceito moderno de engenharia e arquitetura. A obra une utilidade pública, beleza, versatilidade e preservação do meio ambiente.

A cidade é conhecida pelos parques que cobrem a capital de verde. O maior deles é o Jardim Botânico de Teresina, Antigo Horto Florestal, onde se encontra o Museu de História Natural com objetos relativos à ciência e história do Piauí. Já o Parque Ambiental Encontro dos Rios, onde o turista encontra o monumento à lenda do Cabeça-de-Cuia, é um dos atrativos mais visitados de Teresina. No local os turistas encontram quiosques de produtos artesanais e pratos típicos da culinária piauiense. A Potycabana é outro parque onde o visitante pode pedalar, correr, relaxar e praticar esportes na orla do rio Poti. O local conta com praça de alimentação e palcos para apresentações culturais.

Entre os espaços culturais destaca-se o centenário Teatro 4 de Setembro, palco de atrações nacionais e internacionais. Sua fachada é inspirada na arquitetura portuguesa com detalhes axia-romanos. O Teatro 4 de Setembro é interligado ao Clube dos Diários, outro espaço que recebe diversas manifestações culturais. Teresina possui, ainda, outras casas de espetáculos, como o Teatro do Boi, antigo matadouro da Cidade. E o bumba-meu-boi mirim é um dos espetáculos apresentados no local. Já o Teatro Arena tem capacidade para 3.000 pessoas e na Casa da Cultura, o turista encontra um dos mais bonitos exemplares da arquitetura eclética piauiense, com as tradicionais ogivas em portas e janelas.

O Museu do Piauí fica na antiga sede do Governo Estadual e abriga 15 salas com exposição permanente. O acervo de duas mil peças conta a história do Piauí. São objetos antigos da imprensa, coleção de moedas, fósseis, peças indígenas e móveis coloniais. O museu fica na Praça da Bandeira, local de fundação da cidade em 1852, quando Oeiras deixou de ser a capital do Piauí. Já a Central de Artesanato Mestre Dezinho, que integra o complexo cultural do centro da cidade, foi sede da Polícia Militar e abriga lojas de produtos confeccionados à base fibras, couro e talos de buriti, além espaço para eventos culturais e palco para shows.

O visitante ainda pode conhecer o Parque Zoobotânico de Teresina com uma grande variedade e quantidade de répteis nas margens do rio Poti. Outro passeio ecológico que enriquece a experiência do turista é a Floresta Fóssil, um sítio paleontológico urbano com troncos fósseis em perfeito estado, apesar da idade aproximada entre 280 a 270 milhões de anos.

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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A Associação Brasileira dos Guias de Turismo – ABGTUR – comemorou nesta semana 19 anos de fundação. O encontro com os associados foi realizado na sede do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba. Participaram da reunião a presidente da ABGTUR, Luci Jacomel Kowalczuk, outros integrantes da diretoria, a presidente do IMT, Tatiana Turra, e guias de turismo filiados.

A Associação Brasileira dos Guias de Turismo iniciou suas atividades em 21 de agosto de 1999, em Curitiba. A ABGTUR busca parcerias e meios para a implementação das atividades da classe, bem como fomentar a iniciativa para um crescimento estrutural e para melhor qualificação profissional. E conta com uma equipe de Guias de Turismo credenciados pelo Ministério do Turismo, que garantem a qualidade do trabalho prestado aos turistas.

“É uma categoria muito importante que precisa ser valorizada pelo trabalho prestado ao turista. São os profissionais que mostram o que nossa cidade tem de bom a oferecer pra quem nos visita”, destacou Adriane Vortolin, gerente de turismo do Instituto. “Ter uma categoria tão importante quanto a dos guias de turismo próxima do Instituto é um privilégio. Queremos a ABGTUR presente nas discussões e decisões tomadas para o turismo de Curitiba”, disse Tatiana Turra, presidente do Instituto Municipal de Turismo.

A presidente da ABGTUR destacou o fortalecimento da entidade e aumento da representatividade da associação em discussões relacionadas ao turismo. “Capacitar os guias cada vez mais, participar dos debates, ter cada vez mais associados são os objetivos da diretoria. Só assim vamos melhorar o trabalho e atender os desejos dos guias”, afirmou Luci Jacomel Kowalczuk em sua conversa com quem participou do encontro.

A presidente do Instituto Municipal de Turismo, Tatiana Turra, também fez questão de lembrar que toda a estrutura do IMT, como salas de reuniões e espaços para confraternização, está disponível para ser utilizada pelo Trade. “Queremos realmente que essa seja a casa do turismo na cidade. O Instituto está de portas abertas para receber encontros, reuniões, confraternizações e eventos ligados ao setor”, frisou Tatiana.



Fonte: Instituto Municipal de Turismo

Fonte oficial: Curitiba Turismo

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Institucional

É o tema do Congresso da Abrasel que se realiza em Brasília até quinta-feira (16)

 
Crédito: Roberto Castro

Até quinta-feira (16) Brasília se transforma em um centro de difusão de informações sobre o setor de alimentação fora do lar e de gastronomia. Essas são propostas do 30º Congresso Nacional Abrasel que reúne, na capital federal, empresários, gestores públicos e privados e as principais lideranças deste segmento que congrega bares e restaurantes.

Na abertura do evento, realizada na noite desta terça-feira (14), o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, ressaltou a importância do setor de alimentação fora do lar para a geração de empregos no país e para o setor de turismo.  Em seu discurso, ele defendeu as micro e pequenas empresas que representam cerca de 90% dos negócios do turismo, e disse que a indústria, com o aumento de produtividade e a mecanização, tira postos de trabalho, enquanto que o setor de serviços os gera.

“Quando pensamos em empregos, serviços, apoio ao desenvolvimento das comunidades temos que pensar na Abrasel e no trabalho de qualificação e de defesa do desenvolvimento desse setor de bares e restaurantes do Brasil. Estamos aqui não apenas para prestigiar como também apoiar concretamente o setor”, afirmou o ministro.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, anfitrião do evento, fez um discurso em favor do empreendedorismo. Disse que o brasileiro merece um “país mais simples para se empreender como forma de se ter um país melhor para se viver”.  E defendeu, ainda, a união do empresariado para a busca de soluções para os problemas do setor de alimentação fora do lar.

De acordo com estatísticas da Abrasel, que tem cerca de seis mil associados em sua maioria pequenas empresas, o setor congrega um milhão de negócios e gera seis milhões de empregos diretos no país. É um dos que mais emprega nacionalmente e tem, segundo a entidade, enorme potencial na geração de mais postos de trabalho, principalmente no que se refere às oportunidades de primeiro emprego e à absorção de mão-de-obra não especializada.

O Congresso Abrasel reúne empresários, chefs de cozinha reconhecidos internacionalmente, consultores e executivos das principais empresas brasileiras, além das principais lideranças do setor da Alimentação Fora do Lar, para discutir temas como gestão, gastronomia, tecnologia e políticas públicas. Paralelamente serão realizadas palestras e degustações de pratos preparados pelos chefs presentes ao evento.

AVALIAÇÃO – A gastronomia brasileira tem sido anualmente um dos itens mais bem avaliados pelos estrangeiros que visitam o país. Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para o Ministério do Turismo apontou que o Brasil recebeu avaliação positiva de 95,7% dos turistas estrangeiros e os restaurantes foram aprovados por 96,4%, confirmando a gastronomia como um importante ativo do turismo.

 

 

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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Institucional

Carta de Goiás estabelece iniciativas voltadas ao melhor aproveitamento do potencial de sítios culturais reconhecidos pela Unesco

Ministro do Turismo assina Carta de Goiás – Foto: André Martins

Estimular a implantação de serviços, fomentar parcerias privadas e promover atrativos. Estas são algumas das ações previstas na Carta de Goiás, referendada nesta quarta-feira (15) pelos ministérios do Turismo, da Cultura, do Meio Ambiente e das Cidades e que busca manter investimentos em destinos históricos. O documento foi assinado durante o encerramento do Seminário Internacional Gestão de Sítios Culturais do Patrimônio Mundial no Brasil, realizado desde segunda-feira (13) na Cidade de Goiás (GO),

Ao longo dos três dias do evento, organizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), especialistas de localidades reconhecidas pela Unesco debateram experiências de gestão. O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, observou que os exemplos estrangeiros podem nortear a definição de novos modelos para gerir o patrimônio cultural. “Vamos buscar as melhores práticas voltadas à atração de investimentos privados, com regras claras, que permitam um adequado ambiente de negócios”, adiantou.

Lummertz ressaltou que o Prodetur + Turismo, programa do MTur que oferece crédito a estados, municípios e empresários para melhorias na área, pode apoiar a estruturação de destinos envolvidos. Já o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, destacou o caráter estratégico do aproveitamento do patrimônio nacional. “A economia criativa que envolve a cultura já representa 2,64% do PIB, e o turismo pode ajudar a rentabilizar os ativos culturais. Esse setor tem que ter mais peso na agenda econômica do país”, sustentou.

A Carta de Goiás também defende orçamento diferenciado ao setor, além do incentivo à criação de linhas de crédito. O texto foi assinado ainda pelos prefeitos de 14 sítios culturais do Patrimônio Mundial e o presidente da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônios Mundiais, Mário Ribas Nascimento. No evento, a secretária de Habitação do Ministério das Cidades, Maria Gadelha, representando o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, adiantou que a revitalização de destinos históricos terá reforço de recursos do  FGTS.

Em nome dos 14 sítios signatários do documento, o prefeito de São Cristóvão (SE), Marcos Santana, manifestou otimismo quanto a avanços no ramo. “Saímos daqui alentados pela presença dos ministros para a assinatura desse acordo. Representamos destinos que fazem parte de um seleto grupo de Patrimônios Mundiais e precisamos ser vistos com atenção. A Carta de Goiás nos dá esperança de que teremos pelo menos parte dos nossos pleitos atendidos”, comentou.

INCENTIVO – Também foi firmado nesta quarta, ainda na programação do encontro, um protocolo de intenções entre os ministérios do Turismo, da Cultura e do Meio Ambiente para a instituição da Política Nacional de Gestão Turística do Patrimônio Mundial. O acordo, que deverá ser convertido em projeto de lei e encaminhado ao Congresso Nacional ainda neste ano, tem como objetivos ações como estímulo ao desenvolvimento de produtos e à integração com o setor privado.

No Brasil, 21 bens ostentam o título da Unesco, sendo 14 culturais e 07 naturais. O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, citou benefícios da união de esforços. “Vamos cuidar do patrimônio natural e também criar oportunidades em turismo, permitindo a geração de emprego e renda e que o patrimônio continue servindo à comunidade”, frisou. Duarte lembrou que o governo federal planeja a concessão de parques nacionais à iniciativa privada, medida que visa aprimorar a qualificação turística dos espaços.

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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Já perdi a conta de quantas vezes estive no México, sinceramente, esse país é daqueles lugares necessários para visitar a cada ano, seja para limpar a mente nas praias paradisíacas, seja para se empanturrar de comida boa e se refestelar sem culpa, seja para abastecer o HD com informação realmente útil pra vida e para compreender muitas coisas que até então não faziam sentido.

Já estive em muitos cantos pouco conhecido pelos brasileiros, mas um ainda rondava minha cabeça e fazia parte de minha wishlist há algum tempo. Quando cheguei no Zócalo e me deparei com a grandiosidade daquelas construções, com aquele vento gostoso batendo no rosto e com aquela gente tão sorridente e carinhosa eu me perguntei o porque de demorar tanto tempo para conhecer Puebla*. [*Saiba onde se hospedar]

Com quase 500 anos de história e a apenas duas horinhas de carro da Cidade do México, Puebla é a cidade colonial mais conhecida (e lindinha) do país, com um centro histórico declarado Patrimônio Mundial pela Unesco. Ao todo, são 2619 construções seculares, incluindo mais de 20 igrejas e templos, 60 prédios públicos, entre eles a Biblioteca Palafoxiana, que foi a primeira das Américas, e centenas de casarões.

É humanamente impossível não se apaixonar pela cidade ao se deparar com tanta grandiosidade e beleza. O Zócalo é sem dúvida o ponto de partida para esta descoberta. Mas Naira, que diabos é Zócalo? Vamos lá, essa expressão tem origem italiana e é usada para batizar a praça principal de uma cidade – o que os espanhóis sempre chamavam de Plaza de Armas, mas o México encontrou uma forma de caracterizar esse espaço da sua forma. Tudo começou na Cidade do México e hoje toda cidade mexicana que se preze tem o seu Zócalo. Geralmente, o Zócalo é o coração da cidade e onde ficam a catedral e alguns dos prédios mais importantes, como o Cabildo e a prefeitura, no caso de Puebla.


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Durante três séculos, essa praça foi um mercado a céu aberto até ganhar sua forma atual, datada em 1854. Tudo que acontecia de mais importante na cidade estava por ali. Desde julgamentos a execuções na forca, que era colocada no meio do Zócalo.

Puebla de Los Ángeles

A cidade tem uma ligação muito forte com os anjos, uma das formas como ela é chamada é “Puebla de los Ángeles” devido a uma lenda antiga da cidade que dizia que após terminar a construção da catedral da Nuestra Señora de la Inmaculada Concepción (Nossa Senhora da Imaculada Conceição), no coração da cidade de Puebla, surgiu a pergunta de como deveria ser subido um sino de 8 mil quilos nas suas encumeadas torres (as mais altas da América Latina). A pergunta tirou o sono de engenheiros e pedreiros durante vários dias. Parecia algo impossível de realizar.

No entanto, em uma manhã, os habitantes de Puebla acordaram com a notícia de que o sino já estava na torre, repicando alegremente. “Mas, quem o subiu e de quê maneira?”, todos se perguntaram. Levando em conta que parecia um milagre, ninguém duvidou em atribuí-lo aos anjos, que, todos imaginavam, tinham descido para colocar o sino, que, descansa aí, desde aquele momento.

Eu poderia dizer que existem muitos outros motivos para dar certeza que se trata de uma cidade celestial: suas ruas, suas cores, seu horizonte e, particularmente, seus sabores. A cidade fica encravada no centro do México, e sob a imponente presença dos vulcões Popocatépetl e Iztaccíhuatl. Junte a isso o título de “heróica” por ter sido sede do triunfo das tropas mexicanas sobre as francesas em 1862 (na Batalha de Puebla, e que batalha senhores!!), e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1987. Tá bom pra você?

Puebla tem incontáveis atrativos que estão bem além do aconchegante Centro Histórico e tenho certeza que você vai se impactar com tanta coisa para fazer por lá.

Puebla de Los Ángeles

Ainda na região do Centro Histórico nós encontramos os casarões coloniais coloridos e apaixonantes da Callejón de Los Sapos, a suntuosa Capela do Rosário, o Palácio Municipal, a Galeria dos tesouros da catedral de Puebla, o Museu regional de La Revolución Mexicana (com a fachada repleta de marcas de tiros), o San Pedro Museo de Arte, o Mercado de Artesanias El Parián (perfeito para comprar lembrancinhas), o Museo Amparo que tem um rooftop di-vi-no, especialmente ao fim de tarde, as pontes secretas, a Biblioteca Palafoxiana a Catedral de Puebla e tantos outros lugares incríveis. Vou falar um pouco mais sobre alguns deles.

Biblioteca Palafoxiana

A Biblioteca Palafoxiana, um tesouro histórico e cultural, resguarda uma das maiores coletâneas de conhecimento humano. Seu vasto acervo compreende mais de 40 mil volumes, a maioria deles datam da época da Independência do México e muitos deles datam do século XV. A biblioteca, maravilhosamente restaurada, bela de saltar os olhos, conserva as obras nas estantes originais do século XVIII. Seu nome é relacionado a Juan de Palafox e Mendoza, que foi bispo de Puebla de 1640 a 1655, e o vice-rei da Nova Espanha. Em 1646, este nobre doou ao seminário do Colégio de San Juan 5 mil livros da sua coletânea privada, mas sob uma condição: que os livros ficassem disponíveis não apenas para os acadêmicos mas também para qualquer pessoa alfabetizada.

Desde então, foi estabelecida a primeira biblioteca do continente americano. A delicada estante de cedro, pinheiro, ayacahuite e coloyote foi encarregada em 1773 pelo bispo Francisco Fabian e Fuero para abrigar a crescente coletânea, mas no século XIX um outro nível de estante foi acrescentado.

A Biblioteca Palafoxiana está dentro do antigo convento de San Juan, onde atualmente funciona a Casa da Cultura de Puebla. A Biblioteca ainda ocupa seu lugar original no andar superior, numa ampla sala abobadada. Uma pintura da Madonna de Trapanni feita pelo mestre siciliano Nino Pisano domina a parte central do salão. A biblioteca recebeu diversos reconhecimentos: em 1981, o governo mexicano a declarou monumento histórico, e em 2005, a UNESCO a incluiu na Lista da Memória do Mundo. A qualificação digital com a coletânea da biblioteca foi publicada em 2010. Entendeu porque eu a destaquei? Uma visita por lá é imperdível!

Puebla de Los Ángeles

Capela del Rosário

A fachada austera acinzentada do templo de Santo Domingo não revela a opulência que você vai encontrar no interior. Assim que você entrar se encontrará de frente a uma obra mestra da arquitetura e a decoração barroca. O magistral retábulo do altar mor, o púlpito de ônix e o trabalho em gesso e folha de ouro desvia nossos olhares para a extravagância do ambiente, uma característica primordial do estilo barroco mexicano. No entanto, é a Capela del Rosario, localizada no lado sul do altar mor, que guarda a grandiosidade estética barroca mais suntuosa do interior desta igreja.

A igreja de Santo Domingo foi construída em finais do século XVI e a capela, entre 1650 e 1690. É a primeira no México dedicada a Nuestra Señora del Rosario (Nossa Senhora do Rosário). Os dominicanos lhe guardavam grande devoção, já que a tradição conta que a Virgem lhe deu o rosário a Santo Domingo, fundador da ordem. Outro frade da mesma ordem, Frei Juan de Cuenca, concebeu a capela como uma forma de mostrar a veneração dos dominicanos para essa invocação da virgem, mas também foi uma ferramenta no processo de evangelização.
As esculturas de ornato, as pinturas e o trabalho detalhado em folha de ouro, recobrem cada centímetro da capela e criam um efeito deslumbrante; por esta razão, este lugar é chamado de “a casa dourada”. As janelas do nível superior banham de luz natural o interior do local, provocando um belo resplendor dourado. As imagens da capela representam à Virgem Maria, a vida de Jesus ou a ordem dominicana. O sacrário localizado no centro deste santuário contém uma imagem de Nossa Senhora do Rosário rodeada por colunas de mármore; no segundo nível você poderá apreciar uma imagem de Santo Domingo junto com o arcanjo Gabriel. Não perca a oportunidade de admirar um dos mais finos exemplos da arte barroca mexicana!

Museu Amparo

O Museu Amparo, um dos museus mais importantes do México, abriga uma extensa coletânea da arte mexicana pré-hispânica, colonial, moderna e contemporânea.

Este espaço abriu suas portas no mês de fevereiro de 1991. Antes de virar essa belíssima galeria, funcionavam ali uma mansão e um hospital. Ambos foram maravilhosamente adaptados para exibir a coletânea, que oferece uma visão integral dos diversos períodos das culturas do México.

Além de observar os objetos exibidos nas vitrines, você poderá conhecer o que acontecia no resto do mundo na época em que foram criados. O museu foi pioneiro na utilização das tecnologias multimídia; suas exposições se complementam com telas interativas.

Um percurso pelas oito salas dedicadas ao México pré-hispânico lhe permitirá admirar mais de 2 mil peças cuidadosamente selecionadas que representam as civilizações mexicanas antigas. Entre outros objetos, aqui são mostrados alguns copos, figuras antropomorfas e animais, altares, esculturas e ferramentas.

Diferentemente de outros museus, as vitrines não estão organizadas por regiões geográficas, e sim por uma temática geral que permite obter uma vista panorâmica das civilizações mesoamericanas. Um excelente guia é a linha do tempo que abrange uma parede inteira e mostra a história do México desde tempos remotos até a atualidade. De maneira paralela, esta linha mostra os acontecimentos que tiveram lugar em outras civilizações do mundo.

Um casarão vice-real, antigamente propriedade da endinheirada família Espinosa, aloja a coletânea da arte colonial. Esta inclui móveis, peças de madeira talhada e marfim policromado, artigos de prata e objetos de talavera. Atenção especial para a coletânea das imagens da Virgem de Guadalupe.

As pontes de Puebla

Um passeio muito interessante e necessário para fazer em Puebla é o “Puente de Bubas”. A Ponte Bubas é uma passagem localizada no centro de Puebla, uma antiga conexão que data da era colonial. Neste tour você vai aprender a história das profundezas da cidade.

O passeio começa com a sala dos segredos de Puebla em que um vídeo incentiva os visitantes a compartilhar suas memórias e lendas que dão vida à história de Puebla, e uma colagem sobre todo o processo de transformação no Ponte Bubas.

Na segunda sala fica o mural Las Dos Pueblas feito pelo artista Fuentes de María, onde descreve a diferença social em Puebla entre espanhóis e índios. No segundo andar fica o Museu da Água com informações sobre a água e sua importância para a cidade. E no terceiro andar fica o mirante e a parte final do percurso é a Ponte Bubas com o brasão da cidade. A entrada para a Ponte Bubas é gratuita.

Passagem Histórica 5 de maio

A passagem histórica 5 de maio se junta à rede subterrânea que, juntamente com a Puente de bubas formam os “Segredos de Puebla”.

A passagem resgata os valores ancestrais, em uma jornada pelas profundezas da Puebla colonial. Trezentos e cinquenta anos de segredos mantidos sob o Centro Histórico, revelam lendas e histórias nunca contadas.
O túnel conta com recursos de iluminação e audiovisuais que nos permitem conhecer a sua história. Na segunda etapa, descobrimos a relação com a área de Los Fuertes e a sede do General Ignacio Zaragoza em San José, pois o que se acreditava era fundamental para a Batalha de 5 de maio de 1862.

Este túnel cruza os mais de mil metros que se unem à Passagem localizada no Distrito de Xanenetla e à Passagem nos Fortes.

Puebla de Los Ángeles

Museu Barroco Internacional

O Museu Barroco Internacional (MIB) é um edifício projetado pelo premiado arquiteto japonês Toyo Ito (Prêmio Prizker 2013), que abriga um lindo acervo do vasto patrimônio artístico e cultural dos séculos XVII e XVIII, uma das eras mais produtivas do mundo.

O local captura a sensibilidade multicultural que ligava o México e especialmente Puebla às manifestações mais avançadas das artes plásticas, música, literatura e ciência, num período de expansão universal do comércio e das estruturas políticas.

Cada sala possui uma didática própria. Todo o local é dotado de alta tecnologia, deixando ainda mais interessante a interação com algumas obras.

Em Puebla se respira uma sedutora mistura do velho e do novo; por toda cidade coexistem universidades, restaurantes da moda, hotéis boutique e encantadores mercados que recebem os visitantes com os braços abertos. Abrigando tantos edifícios considerados históricos, seu primeiro quadro é um dos tesouros coloniais do México, razão pela qual foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Enquanto as cidades mexicanas crescem, Puebla mostra-se mais receptiva e fácil de ser percorrida pelos pedestres. Se você preferir não caminhar (o que eu acho necessário), pode optar por pegar um ônibus turístico de dois andares que sai a cada meia hora do Zócalo e faz um passeio pela cidade com audioguia.

Um grande destaque para a arquitetura e arte barroca da cidade, fica para a Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, que foi construída entre 1575 e 1640; suas torres, que medem 73,9 metros, são as mais altas do país e de toda América Latina. Seu o chão de mármore, decoração interna em folha de ouro e o impressionante altar mor, desenhado pelo Manuel Tolsá, que retrata os reis e rainhas da Europa do século XVII são de encher os olhos.

O Palácio Municipal também entra no hall dos destaques arquitetônicos da cidade. Construído para ser sede do governo espanhol no início do século XX, possui uma arquitetura neoclássica e uma importante influência francesa. No interior, encontra-se um pátio com uma magnífica escada de mármore.

Outras obras mestras de arquitetura colonial que você poderá admirar em Puebla são o antigo convento de Santa Rosa, que, atualmente, alberga o Museu dos Artesanatos; o convento secreto de Santa Mónica, construído no século XVII; o Museu Universitário, mais conhecido como Casa de los Muñecos (Casa dos Bonecos), um dos exemplos mais peculiares de arquitetura civil do barroco novo-hispano; a igreja de San Francisco, que se encontra na parte mais velha da cidade e a Casa do Alfeñique, que deve seu nome a sua abundante e fina ornamentação de argamassa branca, a mesma que lembra dos doces típicos de Puebla chamados “alfeñiques”.

Mas Puebla não é só história, passado, é também uma cidade moderna, vibrante e jovem. Se de um lado fica o centro histórico declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, do outro fica um moderno e luxuoso distrito financeiro. Puebla é assim: uma cidade cheia de contrastes, onde passado e presente convivem lado a lado, oferecendo ao visitante ótimas oportunidades de negócios, grandes atrações culturais, e, de quebra, lindas paisagens naturais.

Hoje, Puebla é uma cidade predominantemente industrial, setor que responde por cerca de 80% da economia local. Os ramos mais fortes são o têxtil e o automotivo, com muitas fábricas instaladas nos arredores do município e na sua zona metropolitana. Os arranha-céus de Angelópolis estão justamente ao lado do maior tesouro de Puebla: o Centro Histórico.

Teleférico de Puebla

O teleférico é uma atração que une alguns dos lugares para visitar fora do Centro Histórico de Puebla. São duas estações, uma de 58 metros localizada no Centro de Exposições e outra de 48 metros, localizada no Paseo del Teleferico Park, em frente ao Mausoléu de Zaragoza. De lá do alto você terá uma das mais belas visões panorâmicas de Puebla e também poderá avistar os vulcões na paisagem.

Puebla de Los Ángeles

La Estrella de Puebla

La Estrella de Puebla é uma roda gigante que foi inaugurada em 22 de julho de 2013. Uma curiosidade, ela recebeu o recorde do Guinness como a maior roda de observação portátil do mundo, com uma altura de 80 metros. A La Estrella faz parte de um complexo na área que inclui o Parque Linear, o Parque das Artes, o Parque Metropolitano e o Paseo del Río Atoyac. Vale conhecer no fim de tarde, o visual do pôr do sol de lá do alto é incrível! Mas leve um casaquinho, ok. Mesmo no verão, assim como no teleférico, bate um ventinho que deixa arrepiado.

Puebla de Los Ángeles

Todas as atrações que destaquei merecem sim uma visita, mas não se esqueça que a graça da cidade também é caminhar sem rumo pelas ruas, entre casarões e pessoas desconhecidas e ver a vida passar nos bancos das praças. A Avenida 5 de Mayo, uma rua peatonal – somente para pedestres – é um bom ponto de partida para começar suas andanças pela cidade. Não deixe de passar também pela Plazuela de los Sapos, uma praça onde aos finais de semana acontece uma feira de antiguidades muito bacana. De quebra você poderá se deparar com os tradicionais artistas mexicanos que todos amamos, ouvir os Mariachis que também se apresentam por lá faz parte dessa deliciosa experiência. O clima na praça é muito agradável, com rodas de estudantes conversando e turistas perambulando para contemplar a beleza do local.

Puebla de Los Ángeles

Cerâmica Talavera

Considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o centro histórico de Puebla encanta o visitante com um produto muito típico da região: os azulejos que cobrem as fachadas de vários prédios. Eles foram produzidos com uma técnica de trabalho em cerâmica única no mundo, conhecida como Talavera de Puebla, e renderam ao município o título de “Cidade dos Azulejos”.

Porém, a cerâmica de Puebla não é famosa somente pelos seus azulejos. Os ateliês da cidade também produzem belíssimos pratos e vasos utilizando a técnica surgida no século 16 na cidade de Talavera de la Reina, na Espanha, e trazida para o México pelos colonizadores europeus.

A talavera é um tipo de cerâmica branca esmaltada que ainda existe na Espanha. No entanto, hoje, ironicamente, as peças produzidas em Puebla são mais famosas que as do Velho Mundo. Isso se deve em grande parte à contribuição que os artesãos locais deram para o desenvolvimento de um estilo próprio na região. Os povos nativos do México já tinham uma longa tradição de trabalho em cerâmica, e deram um toque especial à esta técnica trazida pelos espanhóis.

Puebla de Los Ángeles

As primeiras peças nesse estilo começaram a ser produzidas em Puebla no século 17, quando a cerâmica era pintada basicamente com pigmentos azuis. Com o tempo, as cerâmicas locais se tornaram cada vez mais requintadas, e no século 18 passaram a ser decoradas com novas cores, como verde, amarelo e laranja. Foi nessa época que os produtos dos ateliês da cidade começaram a ganhar fama internacional e se tornaram um patrimônio mexicano.
Para preservar essa tradição, em 1997 o governo mexicano criou um selo de denominação de origem para identificar os ateliês que seguem as técnicas tradicionais de produção da talavera. Atenção: só os artesãos do estado de Puebla recebem essa certificação. Um dos melhores lugares para comprar esta lembrança típica da cidade é na Uriarte Talavera, que fica na calle Poniente, 911. Eu estive por lá conhecendo todo o processo de fabricação 100% artesanal dessa preciosidade mexicana e claro, garanti alguns exemplares para trazer ao Brasil e decorar minha casa.

Puebla de Los Ángeles

Puebla se destaca também por sua gastronomia. É impossível estar em Puebla e não se render à cozinha local. O prato mais famoso é, sem dúvida, o mole poblano. É originado nas antigas receitas indígenas, revolucionadas pelas freiras dos conventos novo-hispanos ao acrescentar ingredientes europeus. Para facilitar, trata-se de uma mistura louca e muito saborosa de chocolate, chiles, tortillas, amêndoa, gergelim, nozes, cravo-da-índia e cebola (mas olha que louco, algumas receitas incluem mais de 30 ingredientes), para preparar este molho de fama mundial e orgulhosamente poblano que pode ser degustado durante qualquer época do ano.

Já os chiles en nogada, também típicos da região, somente são preparados no verão pela sazonalidade das nozes e da romã. Esse fator limitante os torna ainda mais cobiçados. E nas sobremesas, Puebla possui uma grande riqueza: tortitas de Santa Clara, bata-doce, dulce de pepita (é um doce típico, feito com “pepitas” que são sementes de abóbora), jamoncillos (doce tradicional feito à base de leite e açúcar, pode ser misturado com noz picada), gaznates (são pãezinhos feitos de lâminas de farinha, fritos e recheados com creme ou merengue) e frutas cristalizadas deleitam os comensais.

Puebla de Los Ángeles

O digestivo ideal para acompanhar toda essa farra gastronômica é uma tacinha de rompope (é uma bebida preparada com gemas de ovo, baunilha, canela, amêndoa, leite, açúcar e licor) de Santa Clara. Nos restaurantes você também vai encontrar com muita facilidade as cemitas, uma espécie de sanduíche – ou torta, como é conhecido no centro do México – recheada com diferentes ingredientes.

Em uma caminhada pelos arredores do Zócalo você vai encontrar uma grande variedade de cardápios e preços, que vão desde 30 pesos por uma cemita num modesto restaurante e até 350 por uma refeição que inclui chiles en nogada num bom restaurante. Se você quiser experimentar o sabor mais tradicional de Puebla e acessar a uma enorme variedade de pratos, o Mercado dos Sabores Poblanos é a melhor opção, e os preços são bastante acessíveis.
Se você preferir uma comida mais sofisticada, reserve uma mesa no Mesón Sacristía, um exclusivo hotel boutique onde além de comer, você poderá ter aulas de gastronomia local e aprenderá um pouco da sabedoria culinária poblana.

Puebla é muito mais do que escrevi aqui, existem zonas arqueológicas que ficam ao redor da cidade e merecem um passeio guiado que duram um dia inteiro para conhecer ainda mais sobre a fascinante cultura poblana.

Em breve eu volto para falar um pouco mais sobre elas, aguardem!


O Portal Embarque na Viagem viajou a convite do Turismo do México, com proteção Travel Ace Assistance by Seguros Promo e conexão MySimTravel.

Fonte oficial: Embarque na Viagem.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Locomotiva Viagens. Lembramos ainda que o Locomotiva Viagens é um site jornalístico, que apenas divulga as promoções de passagens aéreas, ele não vende nenhum produto ou serviço. Você deve comprar na empresa de sua preferência, sempre observando as regras de cada passagem.

Institucional

Ação voltada para divulgação da gastronomia brasileira sensibiliza agentes de viagem para promover os destinos e o turismo interno

 

Por Geraldo Gurgel

O Ministério do Turismo realizou nesta terça-feira (15), em Brasília, no Experiência Braztoa, mais uma ação “Sabores do Brasil”, que tem foco na gastronomia brasileira e divulgação dos destinos turísticos. O encontro no Distrito Federal, voltado para o Centro-Oeste, encerrou uma série de quatro eventos apoiados pela Pasta. Os três anteriores foram realizados em Foz do Iguaçu (PR), Manaus (AM) e Maceió (AL).

O secretário Executivo do Ministério do Turismo, Alberto Alves, destacou a parceria estratégica do MTur com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). “Eventos como esse priorizam a criatividade e a inovação na promoção dos destinos e criam um ambiente fértil para disseminar ideias. O intercâmbio de experiências é fundamental para desenvolver o turismo e o agente de viagem é uma peça fundamental da nossa engrenagem”, disse Alberto Alves.

As intervenções gastronômicas, de acordo com a proposta do Ministério do Turismo, levaram os participantes do Experiência Braztoa a provar os diversos sabores da cozinha regional brasileira. Ao longo do dia foram apresentados 20 pratos típicos, quatro por cada região. “A gastronomia está tão ligada ao turismo que quando se fala em um destino logo a mente remete ao que se come no local a ser visitado”, disse o chefe de cozinha pernambucano, Alcindo Queiroz, que comandou o espaço Sabores do Brasil.

A gastronomia foi um dos quesitos mais bem avaliados pelo turista estrangeiro que visitou o país no ano passado. Teve aprovação de 96% deles, reforçando uma tendência mundial. De acordo com a Organização Mundial de Turismo (OMT), a gastronomia ocupa a terceira posição nas principais motivações dos turistas que viajam pelo mundo.

O evento também destacou a economia colaborativa no turismo. Entre as experiências apresentadas pelo Ministério do Turismo, Virgo Lima, de Campina Grande (PB), coordena o projeto Quadrilhado. O kit que inclui música, dança, cenografia e comidas típicas nordestinas é apresentado em congressos e eventos realizados ao longo do ano na cidade paraibana, gerando emprego e renda para 12 quadrilhas juninas fora da temporada do São João campinense.

O secretário Nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Bob Santos, também ressaltou a importância do evento que promove o turismo brasileiro através da troca de experiências entre os participantes. “Todos reconhecemos a importância do agente de viagem para o desenvolvimento dessa atividade econômica no país. É ele que está na linha de frente, no contato direto com o turista, orientando suas escolhas”.

Diferentemente das feiras de turismo, o Experiência Braztoa reúne em um único dia de atividades representantes dos diversos elos da cadeia produtiva do turismo, entre operadoras, companhias aéreas, governos e entidades do turismo, além de centenas de agentes de viagens. “Sem o apoio do MTur como parceiro não estaríamos trabalhando o turismo do Brasil dessa forma colaborativa”, afirmou a presidente da Braztoa, Magda Nassar.

 

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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Institucional

Ação voltada para divulgação da gastronomia brasileira sensibiliza agentes de viagem para promover os destinos e o turismo interno

 

Por Geraldo Gurgel

O Ministério do Turismo realizou nesta terça-feira (15), em Brasília, no Experiência Braztoa, mais uma ação “Sabores do Brasil”, que tem foco na gastronomia brasileira e divulgação dos destinos turísticos. O encontro no Distrito Federal, voltado para o Centro-Oeste, encerrou uma série de quatro eventos apoiados pela Pasta. Os três anteriores foram realizados em Foz do Iguaçu (PR), Manaus (AM) e Maceió (AL).

O secretário Executivo do Ministério do Turismo, Alberto Alves, destacou a parceria estratégica do MTur com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). “Eventos como esse priorizam a criatividade e a inovação na promoção dos destinos e criam um ambiente fértil para disseminar ideias. O intercâmbio de experiências é fundamental para desenvolver o turismo e o agente de viagem é uma peça fundamental da nossa engrenagem”, disse Alberto Alves.

As intervenções gastronômicas, de acordo com a proposta do Ministério do Turismo, levaram os participantes do Experiência Braztoa a provar os diversos sabores da cozinha regional brasileira. Ao longo do dia foram apresentados 20 pratos típicos, quatro por cada região. “A gastronomia está tão ligada ao turismo que quando se fala em um destino logo a mente remete ao que se come no local a ser visitado”, disse o chefe de cozinha pernambucano, Alcindo Queiroz, que comandou o espaço Sabores do Brasil.

A gastronomia foi um dos quesitos mais bem avaliados pelo turista estrangeiro que visitou o país no ano passado. Teve aprovação de 96% deles, reforçando uma tendência mundial. De acordo com a Organização Mundial de Turismo (OMT), a gastronomia ocupa a terceira posição nas principais motivações dos turistas que viajam pelo mundo.

O evento também destacou a economia colaborativa no turismo. Entre as experiências apresentadas pelo Ministério do Turismo, Virgo Lima, de Campina Grande (PB), coordena o projeto Quadrilhado. O kit que inclui música, dança, cenografia e comidas típicas nordestinas é apresentado em congressos e eventos realizados ao longo do ano na cidade paraibana, gerando emprego e renda para 12 quadrilhas juninas fora da temporada do São João campinense.

O secretário Nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Bob Santos, também ressaltou a importância do evento que promove o turismo brasileiro através da troca de experiências entre os participantes. “Todos reconhecemos a importância do agente de viagem para o desenvolvimento dessa atividade econômica no país. É ele que está na linha de frente, no contato direto com o turista, orientando suas escolhas”.

Diferentemente das feiras de turismo, o Experiência Braztoa reúne em um único dia de atividades representantes dos diversos elos da cadeia produtiva do turismo, entre operadoras, companhias aéreas, governos e entidades do turismo, além de centenas de agentes de viagens. “Sem o apoio do MTur como parceiro não estaríamos trabalhando o turismo do Brasil dessa forma colaborativa”, afirmou a presidente da Braztoa, Magda Nassar.

 

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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