Belém comemora 403 anos neste sábado (12)

ANIVERSÁRIO

A capital paraense, fundada em 1616, oferece roteiros históricos, culturais e naturais, além da gastronomia exótica e passeios de barco

Por Geraldo Gurgel

Complexo Estação das Docas, na orla da Baía de Guajará, é um dos principais pontos turísticos da cidade. Foto: Bruna Brandão/Banco de Imagens MTur Destinos

O dia 12 de janeiro marca a fundação da cidade de Belém, há 403 anos, em torno do antigo Forte do Presépio (hoje Forte do Castelo). O atrativo histórico foi construído na margem da Baía de Guajará para proteger a entrada da Amazônia. Ainda no Centro Histórico, fica outro ícone da capital paraense e símbolo da cidade: o Mercado do Ver-o-Peso, com suas “porções mágicas”, é único e diferente de tudo que você já viu.

Visitar a estrutura de ferro, importada da Europa, e seu entorno, é fazer uma imersão nas cores, sabores, cheiros e temperos da Amazônia, que fazem de Belém um dos principais destinos culturais e gastronômicos do Brasil. Só a comida já vale a viagem.

A cidade foi eleita destino brasileiro mais bem avaliado pelos turistas estrangeiros que visitaram o país, segundo pesquisa do Ministério do Turismo. De acordo com o estudo, a capital paraense chegou ao topo com 99,2% de aprovação. A capital também foi reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa pela sua gastronomia exótica – o açaí, por exemplo, é servido com farinha e peixe frito.

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Pato no tucupi, prato típico da culinária paraense. Foto: Bruna Brandão/Banco de Imagens MTur Destinos

A caminhada pela Cidade Velha, onde fica o Complexo Feliz Lusitânia, com centenas de prédios antigos, leva o turista à Catedral da Sé, ao Museu de Arte Sacra e à Casa das 11 Janelas. Já a Estação das Docas ocupa antigos armazéns do porto fluvial de Belém com bares, restaurantes e lojas, entre outros serviços de apoio ao turismo. O atrativo é outro espaço onde o visitante respira a cultura paraense: no local, é possível navegar em um barco para apreciar a beleza da cidade e a imensidão das águas da Baía de Guajará.

A Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, na Praça Santuário, é o centro de peregrinação que movimenta o turismo religioso o ano todo na cidade. Por ali passa, no segundo domingo de outubro, a procissão em homenagem à padroeira da Amazônia, que reúne mais de dois milhões de fiéis. O Círio de Nazaré foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade – a devoção vem desde 1852, no local onde havia um igarapé e um caboclo teria encontrado a imagem da santa.

Entre os atrativos naturais de Belém, destaca-se o Museu Paraense Emílio Goeldi, há mais de 150 anos em atividade. As exposições e viveiros no parque zoobotânico, com amostras da diversidade da fauna, flora e rios da Amazônia, ocupam um quarteirão no centro da capital. Já o Parque Ecológico Mangal das Garças conta com viveiro de aves, borboletário e orquidário, além de mirante com vista para o rio Guamá e restaurante. Visite também o Bosque Rodrigues Alves, considerado o “Jardim Botânico da Amazônia”.

A vida dos ribeirinhos pode enriquecer ainda mais a experiência dos turistas em um passeio pelas ilhas do entorno de Belém. A cidade tem 39 ilhas, entre elas, Cumbu – com atividade de turismo de base comunitária. Já a praia do Marahú, na ilha de Mosqueiro, é uma das mais frequentadas. Outro aspecto que fica evidente em um passeio pela capital paraense é a influência francesa da economia da borracha durante o período da Belle Époque. A herança está na arquitetura dos prédios antigos, além de atrativos históricos e culturais como o majestoso Teatro da Paz.

Edição: Vanessa Sampaio

Fonte oficial: Ministério do Turismo

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